POLÍTICA
09/06/2018 02:37 -03 | Atualizado 09/06/2018 02:46 -03

PT quer vice de outro partido e insiste em Lula para pacificar o País

“Não temos outra liderança como o Lula. Temos quadros nesse e naquele partido, mas liderança política popular é o Lula”, afirma Gleisi Hoffmann, em entrevista exclusiva.

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Lula e Gleisi Hoffmann celebram o 38º aniversário do PT em fevereiro deste ano.

Presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e um dos nomes à frente da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) defende que o petista é o único nome capaz de dar fim à crise no Brasil.

"O Lula já pacificou este País. Tínhamos paz social. O Lula tem interlocução com o povo. Nós não temos outra liderança como o Lula. Temos quadros nesse e naquele partido, mas liderança política popular é o Lula", afirmou em entrevista exclusiva ao HuffPost Brasil, no gabinete do Senado na última quinta-feira (7).

Com conversas intensificadas com PSB e PCdoB, o PT busca aumentar o apoio no 1º turno e quer um vice de outra legenda. "A única coisa que a gente tem de orientação é que tem que ser um vice de composição, de outro partido. Por isso que estamos conversando com o PSB, com o PCdoB, PDT, com todos partidos da base de esquerda porque queremos fazer uma aliança e ter indicação de um vice de outro partido", afirmou a senadora.

A unificação da esquerda em torno de Lula, contudo, enfrenta dificuldades em se concretizar. Além das conversas com o PT, o PSB também tem negociado apoio ao pré-candidato do PDT, Ciro Gomes. O PCdoB, por sua vez, demonstrou disposição em abrir mão da candidatura de Manuela D'Ávila em torno de candidatura única da esquerda com Ciro à frente. A unificação, contudo, não deve se viabilizar uma vez que PT, PDT e PSol decidiram manter nomes próprios na corrida presidencial.

Achamos importante a proposta do PCdoB de falar da unidade da esquerda, mas também temos mostrado a eles que nós avaliamos que a unidade possível é em torno do nome do Lula.

De acordo com Gleisi, há vontade de esforço do PSB e do PT em formar uma aliança nacional, e petistas podem abrir mão de candidaturas locais nesse esforço.

Ela nega um plano B para substituir o nome de Lula na disputa. O presidente está preso desde 7 de abril, condenado em 2ª instância por corrupção e lavagem de dinheiro, de forma que pode ser considerado inelegível pela Lei da Ficha Limpa. O registro de candidatura será julgado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Na próxima semana, coordenadores da candidatura de Lula devem fechar as ideias centrais do plano de governo. A pré-campanha foi lançada nesta sexta-feira (8) e o partido planeja fazer atos em todos os estados.

A pauta econômica será prioritária, incluindo ações de geração de emprego e renda. A campanha também estuda alterações no setor de petróleo e gás, como parcerias público-privada para Petrobras refinar óleo leve, por exemplo.

O foco do PT não está só na campanha de Lula. O partido deve lançar em 26 de junho um manifesto, junto com as fundações do PDT, PCdoB, PSB e PSol, em defesa de pontos comuns das candidaturas para o Congresso Nacional. O documento inclui pontos como defesa da democracia, da soberania e direito dos trabalhadores e sinaliza sobre a governabilidade de um governo progressista. "Isso vai dar uma dimensão da nossa capacidade de voto", afirmou Gleisi.

De olho em aumentar a bancada na Câmara, a senadora decidiu se candidatar a deputada federal. Além da urnas, ela enfrenta um desafio na Justiça. Nesta sexta-feira (8), o ministro Celso de Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou a ação penal em que a petista é alvo na Lava Jato. Caberá ao presidente da turma, ministro Ricardo Lewandoski, marcar a data do julgamento.

No processo, Gleisi e o marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, são acusados de receber R$ 1 milhão desviados do esquema de corrupção na Petrobras. De acordo com o Ministério Público, o dinheiro teria sido repassado em 4 parcelas de R$ 250 mil para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010.

A senadora nega as acusações. Em nota, o advogado Rodrigo Mudrovitsch defendeu a aboslvição da petista. "A defesa recebe com naturalidade a notícia do julgamento e confia que a senadora será absolvida", diz o texto.

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Pré-candidata a deputada federal, Gleisi Hoffmann terá de enfrentar julgamento da Lava Jato no STF.

Leia a entrevista na íntegra:

HuffPost Brasil: Quais os próximos passos após o lançamento da pré-candidatura de Lula?

Gleisi Hoffmann: Após o lançamento da pré-candidatura, a gente oficializa a coordenação de campanha, que já tem membros convidados, e começa a preparar o calendário de atividades por estados. Nós queremos fazer o lançamento da campanha em todos os estados do País, junto com nossos candidatos a governador ou candidatos de partidos aliados que estamos apoiando. E junto com isso, a apresentação das ideias-força do plano de governo que o [Fernando] Haddad está conduzindo.

Quais os principais pontos do plano de governo e nomes da equipe, além do Marcio Pochmann?

Quem coordena o plano de governo é o Haddad, junto com o Marcio Pochmann e o Renato Simões. E tem um conselho indicado pela direção do partido que se reúne com eles. Eles vão apresentar na reunião de coordenação da próxima semana a proposta das ideias-força. Temos coisas avançadas na área de segurança, economia, geração de emprego, tributação. Já tem muita coisa construída, e a gente também vai usar muita coisa da nossa experiência de governo. Coisas que deram certo e precisam ser continuadas, aprofundadas e coisas que deram errado, tiveram de ser reavaliadas e serviram de aprendizagem para nós, então a gente parte de um patamar bem consolidado de propostas.

Na coordenação de governo, o coordenador geral executivo é o [ex-presidente da Petrobras Sergio] Gabrielli, junto com o [ex-ministro Ricardo] Berzoini. Eu participo, o [presidente do Instituto Lula, Paulo] Okamotto. E agora começamos a ver as coordenações setoriais, de relação com os movimentos sociais, de agenda. Isso tudo na semana que vem a gente já tem uma definição, aí a campanha vai estar na rua mesmo.

Sobre avaliar a experiência do governo do PT e fazer alterações, o que já foi definido que irá mudar?

Estamos em um momento mais geral de análise das ideias-força que a gente tem que trabalhar com a população. Geração de emprego e renda, a gente já tem experiência de como foi feito. Precisa de um forte investimento público, investimento em políticas sociais, articulação com o setor privado, desenvolvimento de algumas parcerias público-privadas, então pega por setor.

O que se faz na área de petróleo e gás, que é hoje uma das questões colocadas? Tivemos a experiência lá atrás da cadeia de petróleo e gás, uma indústria com conteúdo nacional que deu muito certo. Queremos retomar isso. Gerou quase 500 mil empregos, entre empregos diretos e indiretos no País. Mas tem a questão do refino, que é um problema, temos poucas refinarias na Petrobras e voltadas para óleo pesado. Por exemplo, queremos fazer refinaria para óleo leve. Será que tem condições de a empresa fazer sozinha ou nós faremos uma parceria público-privada? Isso tudo a gente está avaliando.

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PT quer que Lula grave um vídeo por semana na pré-campanha, mas ainda não conseguiu autorização judicial.

Para melhorar a viabilidade da produção aqui?

É. O petróleo do pré-sal é um petróleo melhor, então vale a pena investir no refino, mas como vai fazer isso? Então cada área tem uma visão específica.

Emprego será uma parte prioritária?

Sim. A parte econômica é a prioridade do programa. Geração de emprego e renda, investimentos.

E sem reforma da Previdência?

Se for fazer reforma da Previdência, é só de privilégios. Não em cima do povo.

Tem algo de rever pontos da reforma trabalhista?

Tem. Há discussão com as centrais sindicais sobre trabalho intermitente, enfraquecimento da Justiça do trabalho, a questão da contribuição sindical.

Vocês ainda não conseguiram autorização para o presidente gravar vídeos. Como será feita a comunicação dele na campanha?

Estamos pedindo autorização para ele gravar vídeos na pré-campanha pelo menos uma vez por semana para a gente ter um material dele falando com o Brasil, com a sociedade. E também tem os pedidos de entrevista. Temos o pedido da sabatina do UOL, Folha e SBT que eles mesmos pediram. O PT também está pedindo para liberar, com base no direito de pré-candidatura, para ele poder falar. Estamos aguardando. Essa semana que entra, o [advogado Eugênio] Aragão está fazendo novos pedidos à juíza para que ele possa dar entrevistas e fazer gravações e também vamos peticionar à Justiça Eleitoral nesse sentido, para reafirmar os direitos da pré-candidatura porque ele não está com os direitos políticos suspensos.

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"Nós não temos outra liderança como o Lula. Temos quadros nesse e naquele partido, mas liderança política popular é o Lula", afirma Gleisi Hoffmann.

E a estratégia jurídica? O que acontece se o TSE negar o registro de candidatura?

Se for negado o registro, a gente tem um prazo para fazer a substituição da candidatura, que é lá em setembro. Ou então podemos continuar com a candidatura do Lula até o final e ele ganhando, tem até a diplomação para levantar a inelegibilidade. E acho que a gente consegue isso. É um trabalho de fazer com que o Judiciário julgue o mérito ou então as [medidas] cautelares que estão aí.

Mas está definido que essa será a estratégia ou será a substituição?

O Lula é nosso candidato e não discutimos nenhuma possibilidade de substituição.

Então se ele for barrado pelo TSE, o PT continua com a candidatura dele, ainda que seja nesta condição?

Essa é a decisão.

Em relação à escolha do vice, houve algum avanço ou há um perfil decidido?

A única coisa que a gente tem de orientação é que tem que ser um vice de composição, de outro partido. Por isso que estamos conversando com o PSB, com o PCdoB, PDT, com todos partidos da base de esquerda porque queremos fazer uma aliança e ter indicação de um vice de outro partido.

As convenções foram adiadas, o que dá mais tempo para essas articulações. Como está o diálogo com o PSB?

Tivemos uma reunião que acho que foi muito positiva.

Com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara?

É. O PSB quer fazer aliança conosco. Tem as suas dificuldades internas por causa de São Paulo e alguns outros estados, mas acho que tem por parte deles uma vontade e esforço grande para avançar nisso. E da nossa parte também, inclusive de apoiá-los em estados prioritários para eles, se tivermos uma aliança nacional.

Poderia abrir mão da candidatura de Marília Arraes ao governo de Pernambuco?

Todos os estados em que eles têm interesse estão colocados para essa conversa, em tendo uma aliança nacional. Isso é prioridade para o PT. Nós nos dispomos enquanto partido a fazer alianças locais.

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PT quer vice de outro partido de esquerda para candidatura de Lula e intensifica as conversas com o PSB, legenda que pode apoiar Ciro Gomes na corrida eleitoral.

Têm avançado as conversas com o Marcio Lacerda, pré-candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSB?

Acredito que em uma aliança nacional a questão de Minas vai estar contemplada em se fazer uma aliança. No caso, como o [Fernando] Pimentel é governador, a nossa ideia é convidar o Marcio para estar junto, numa coligação.

Tem possibilidade de ele ser vice do Lula?

Estamos abertos à indicação de vice por outros partidos. O PSB é um deles. É claro que, se indicar o nome dele, é um nome com muita respeitabilidade, experiência administrativa. Mas nós não estamos discutindo sobre isso. Não colocamos para o PSB isso de vice. É uma decisão interna nossa, que a gente quer um vice outro partido. Surgiu até a ideia do Josué Alencar [filho do vice de Lula em 2002 e 2006] ser vice, reeditando aquela dobradinha que teve com o José Alencar, que também para nós é um nome muito simpático.

Mas avançou alguma coisa?

De concreto, não. Tinha conversas sobre isso. Ele se filiou ao PR e o PR está testando ele como candidato a presidente. Acho que é legítimo, é um direito do PR, mas nós achamos que o nome dele seria muito bem recebido para ser vice-presidente. Mas temos só as conversas iniciais. Agora temos tempo para fazer articulação.

E com o PCdoB, houve algum avanço?

Fizemos várias reuniões com o PCdoB. Achamos importante a proposta deles de falar da unidade da esquerda, mas também temos mostrado a eles que nós avaliamos que a unidade possível é em torno do nome do Lula porque é ele quem está melhor nas pesquisas, ele que tem condições efetivas de ganhar as eleições e estamos conversando com o PCdoB sobre as alianças locais.

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"As pessoas não querem apostar no caos do País indefinidamente. Isso é ruim para todo mundo. Péssimo para o povo mais pobre, mas vai atingir também os do andar de cima", afirma Gleisi Hoffmann.

Há um receio de que os votos do PT sejam transferidos para o Ciro?

Não é isso que têm indicado as pesquisas. O Lula tem sido muito resiliente nas pesquisas eleitorais. Depois de 40 dias na prisão, ele continua praticamente com os mesmos índices de intenção de voto.

O cenário ideal seria os 5 partidos (PT, PDT, PCdoB, PSol e PSB) unidos em torno da candidatura do Lula já no 1º turno?

É importante uma unidade eleitoral, mas às vezes não é possível no 1º turno. Se não for possível, temos o 2º turno, que aí é imprescindível.

É possível nenhum partido de esquerda chegar ao 2º turno?

Nesse quadro que nós estamos vivendo, não é possível fazer uma aliança de segundo turno sem estar a gente, da esquerda, concorrendo.

Na tramitação do impeachment, o PT foi derrotado em questionamentos feitos tanto no Senado quanto no STF. Há um receio de que derrotas nos recursos de Lula na Justiça fragilizem a imagem dele?

Não. Nós temos que buscar todas as alternativas que a gente tem para a liberdade do Lula. Isso para nós é fator primordial. Acho que a Justiça ao negar acaba também tirando um direito que, no nosso ver, é do Lula pelo fato de o processo ter sido conduzido como foi.

No impeachment, integrantes do PT fizeram reflexões sobre falhas na comunicação e afastamento dos movimentos sociais desde que o partido chegou ao poder. O que tem sido feito para mudar essa realidade?

O partido está mostrando um nível de recuperação na sociedade brasileira e de interlocução com os movimentos sociais. Fizemos uma autocrítica na prática, de reaproximação, de alinhamento com as reivindicações e o resultado está aí. O PT reconquistou seus índices de preferência no eleitorado brasileiro. É um partido que hoje tem 21% de preferência. Não tem nenhum outro partido que chegue perto disso. E estamos absolutamente alinhados às lutas dos movimentos sociais travadas dentro do Parlamento, então é um processo crescente de reconquista desse espaço e de reposicionamento.

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"Se entra alguém legitimado pelo voto, tem condições de fazer concertação política, de articular com o Congresso Nacional, com setores da sociedade porque as pessoas não querem apostar no caos do País indefinidamente", afirma Gleissi Hoffmann.

O PT afirma que houve uma articulação de partidos como MDB, PDSB e DEM para chegar ao poder por meio do impeachment e que o julgamento do Lula é um movimento para impedir que ele volte ao poder. Se um partido de esquerda vencer as eleições, como será possível uma estabilidade para governar?

Primeiro, a eleição legitima o processo. O que temos hoje é um presidente deslegitimado, que assumiu através de um impeachment que não tinha base legal, constitucional. Foi um golpe mesmo. Isso não dá a ele sequer as condições para fazer as concertações políticas necessárias. Se entra alguém legitimado pelo voto, tem condições de fazer concertação política, de articular com o Congresso Nacional, com setores da sociedade porque as pessoas não querem apostar no caos do País indefinidamente. Isso é ruim para todo mundo. Péssimo para o povo mais pobre, mas vai atingir também os do andar de cima. Você não consegue viver num país sem estabilidade. A eleição tem essa condição de proporcionar um processo de concertação.

Agora acho que isso também depende muito do perfil que estiver na presidência, por isso a gente tem insistido muito no Lula. Nós achamos que o perfil do Lula faz isso. O Lula já pacificou este País. Tínhamos paz social. O Lula tem interlocução com o povo. Nós não temos outra liderança como o Lula. Temos quadros nesse e naquele partido, mas liderança política popular é o Lula. Ele tem condições de fazer isso pela História, pela robustez da liderança que ele tem, pelas intenções de voto e porque já foi testado também, então tem condições de conduzir o País a uma saída dessa crise.

Mas uma grande crítica ao PT foi fazer alianças para vencer eleições e conseguir vitórias no Congresso em vez de uma visão programática. Não seria um problema de novo?

As alianças para ganhar eleição e apresentar o programa para o País são de centro-esquerda, que é isso que nós estamos forçando para formar. Para governar, não depende de nós. Depende de quem o povo colocou aqui dentro [do Congresso]. Se o povo elegeu uma maioria conservadora para o Congresso, nós vamos ter que governar com uma maioria conservadora. Não posso mudar o Congresso. Aí vai ter que se estabelecer interlocução e prioridades. Quais são de fato os projetos prioritários que nós temos e vão exigir construção de uma maioria? Aí você vai fazer alianças pontuais, ocasionais. Você não precisa ter uma aliançona o tempo inteiro e levar todo mundo para dentro do governo. Mas vai ter momentos em que você vai ter que sentar, inclusive com gente conservadora, mais à direita, porque é a realidade. Você não muda ela.

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"Você não precisa ter uma aliançona o tempo inteiro e levar todo mundo para dentro do governo. Mas vai ter momentos em que você vai ter que sentar, inclusive com gente conservadora, mais à direita, porque é a realidade", afirma Gleisi Hoffmann.

A senhora será candidata à Câmara dos Deputados. O partido tem uma meta para a bancada?

Meta não, mas a gente quer ampliar a bancada. Inclusive, estamos lançando um manifesto, junto com as fundações dos partidos e outras entidades, por eleição de uma grande bancada progressista, com alguns pontos importantes como defesa da democracia, da soberania, direito dos trabalhadores. Os candidatos desses partidos que estão para vir para a Câmara e para o Senado podem ser signatários desse manifesto. Isso vai dar uma dimensão da nossa capacidade de voto, de eleição aqui.

Devem lançar quando?

Está proposto para lançar dia 26 [de junho], se não mudar.

E tem adesão de quais partidos?

São das fundações do PT, PSB, PSol, PCdoB e PDT.

E em relação à possibilidade de candidatura da presidente Dilma Rousseff ao Senado por Minas Gerais, o que está pesando na decisão?

Acho que ela tem possibilidade grande de se eleger, mas ainda não está definida a candidatura. Está sendo discutida a coligação, a chapa. Ela está à disposição, mas está à disposição para ajudar o processo, ajudar o Pimentel... Então, se for possível sair, bem; se não for possível por conta de coligação, também não tem problema. Ela está meio que nesse espírito. Estão sendo feitas as articulações ainda. Eles ainda têm que discutir a estratégia eleitoral lá.