NOTÍCIAS
02/06/2018 13:35 -03 | Atualizado 02/06/2018 17:47 -03

11 coisas que aconteceram enquanto todos estavam falando sobre a greve

Temer, por exemplo, deu posse a um ministro que já pediu sua renúncia.

Nos últimos dias o noticiário foi tomado pela greve dos caminhoneiros. Enquanto todo mundo estava falando de desabastecimento, locaute, preço do diesel, da gasolina e Petrobras, o Congresso aprovou uma medida provisória que beneficia servidores do estado do relator da proposta, professores de escolas particulares fizeram greve em São Paulo, disco dos Racionais MC's entrou para lista de leituras obrigatórias do vestibular da Unicamp, entre outros. Selecionamos 11 fatos que talvez você ainda não tenha visto.

1. MP trem da alegria

Foi aprovada no Senado uma medida provisória que incorpora servidores públicos de Rondônia, Roraima e Amapá aos quadros da União. O relatório do senador Romero Jucá (MDB-RR) gera custos extras ao governo federal de até R$ 3 bilhões.

2. Temer deu posse a ministro que já pediu sua renúncia

No dia 28, o presidente Michel Temer deu posse ao novo ministro da Secretaria-Geral. Ronaldo Fonseca. Deputado licenciado do Podemos, Fonseca já pediu a renúncia de Temer.

Quando foi divulgada a delação da JBS, ele publicou no Twitter: "O caminho mais curto para o enfrentamento da crise institucional na democracia é eleições diretas. Se Temer não renunciar, a economia vira pó. Presidente Temer, neste momento o Brasil merece um ato de coragem de vossa excelência, A RENÚNCIA (sic)".

Fonseca também foi responsável por um dos votos contra a reforma trabalhista, embora na posse tenha exaltado o reformismo de Temer. Fonseca é integrante da bancada evangélica e comandava a bancada da Assembleia de Deus na Câmara.

Adriano Machado / Reuters
Novo ministro de Temer, Ronaldo Fonseca era representante da Assembleia de Deus na Câmara dos Deputados.

3. Primeiro político condenado na Lava Jato

Três anos após as primeiras denúncias da Operação Lava Jato chegarem ao STF, a corte condenou o primeiro político com foro privilegiado. A sentença do deputado Nelson Meurer (PP-PR) foi de 13 anos e 9 meses de prisão, além de multa de aproximadamente R$ 265 mil, por receber "periodicamente" e com ajuda dos filhos "vantagens indevidas". Ele e os filhos deverão ainda pagar indenização à Petrobras de R$ 5 milhões.

4. Desabamento em São Paulo completa 1 mês

Fez um mês na sexta-feira (1º) o desabamento do prédio Wilton Paes de Almeida, no Largo do Paissandu, em São Paulo. Dois moradores permanecem desaparecidos. A polícia segue investigando o caso, 34 pessoas já foram ouvidas. Parte dos desabrigados permanece acampada na região próxima ao prédio.

NurPhoto via Getty Images
Desabrigados do desabamento estão acampados nas proximidades do prédio.

5. Racionais MC's se torna leitura obrigatória

O vestibular de 2020 da Unicamp vai exigir pela primeira vez um disco como leitura obrigatória. Sobrevivendo no inferno, dos Racionais MC's, aparece listado na categoria poesia ao lado de A teus pés, de Ana Cristina Cesar, e de sonetos de Luís de Camões.

A nova lista de obras, que inclui romance, poesia, peça teatral, conto, diário, e letras de música, entre outros gêneros, tem o objetivo de levar o vestibulando a ampliar o seu campo de estudos, sem sobrecarregá-lo no volume de leituras.

"As obras inseridas para o Vestibular 2020 possuem relevância estética, cultural e pedagógica para a formação dos estudantes do ensino médio", diz a instituição.

6. Políticos na Marcha para Jesus

Jair Bolsonaro (PSL) e Flávio Rocha (PRB) foram os únicos presidenciáveis que compareceram à Marcha para Jesus, realizada no dia 31. Na ocasião, Bolsonaro disse que nunca defendeu a intervenção militar. Ele ouviu do apóstolo Estavam Hernandes, idealizador da marcha, o conselho de que precisa pregar mais "amor e tolerância". Além deles, o senador Magno Malta (PR-ES) também participou da caminhada.

7. Greve dos professores das escolas particulares

Professores de escolas privadas de São Paulo fizeram uma paralisação contra mudanças nas regras trabalhistas, como restrição de bolsas de estudos para os filhos e a possibilidade de fragmentar as férias. Haverá um novo protesto na quarta-feira (6).

8. Arquivado o processo contra deputado que postou boato sobre Marielle

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados arquivou representação contra o deputado federal Alberto Fraga (DEM-DF). Ele postou acusações falsas sobre a vereadora Marielle Franco (PSol), assassinada no Rio de Janeiro. O boato publicado pelo deputado dizia que a vereadora teria sido eleita com ajuda do Comando Vermelho e que ela tinha sido casada com o traficante Marcinho VP.

Após o post, o deputado reconheceu o erro e se desculpou. Correligionários de Marielle consideraram a decisão da Casa um absurdo.

9. Gilmar Mendes manda soltar...

Em uma semana, o ministro Gilmar Mendes, do STF, assinou pelo menos 5 autorizações para soltar presos. No dia 23 mandou soltar Arthur Mário Pinheiro Machado, empresário suspeito de envolvimento em fraudes em fundos de pensão. No mesmo dia, mandou soltar 2 integrantes do governo Sérgio Cabral, o ex-secretário de Obras Hudson Braga e do ex-assessor Carlos Miranda.

E assim seguiu. O ministro mandou soltar Sandro Alex Lahmann, suspeito de envolvimento em fraudes no sistema penitenciário do Rio, mandou soltar Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, pela segunda vez, e depois mandou soltar o ex-presidente da Fecomércio do Rio Orlando Diniz.

10. Eduardo Cunha condenado (de novo)

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB-RJ), atualmente preso em Curitiba, foi condenado a 24 anos e 10 meses de prisão, na sexta-feira (1º), pela Justiça Federal do Distrito Federal. Ele foi considerado culpado pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e violação de sigilo funcional. Cunha já tinha sido condenado em outro processo a 14 anos e 6 meses de prisão pelo recebimento de vantagens indevidas.

AFP/Getty Images
Ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha está preso em Curitiba.

11. Incêndio em centro para infratores mata 9 adolescentes

Adolescentes atearam fogo em um dos alojamentos do Centro de Internação Provisória, em Goiânia. Pelo menos 9 internos morreram. O governo, entretanto, nega que houve rebelião.