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01/06/2018 11:57 -03 | Atualizado 01/06/2018 13:38 -03

No aniversário de 2 anos no comando da Petrobras, Pedro Parente pede demissão

Saída de Parente era uma das exigências do protesto dos petroleiros.

Denis Balibouse / Reuters
Pedro Parente era o fiador da política de preços que flutua de acordo com o mercado internacional.

Pedro Parente não é mais presidente da Petrobras. A empresa fez o informe ao mercado por meio de um comunicado na manhã desta sexta-feira (1º). A nota diz ainda que a diretoria executiva não será alterada e que a nomeação de um CEO interino será examinada ainda hoje pelo Conselho de Administração.

Na carta de demissão enviada ao presidente Michel Temer, Parente afirmou que poucos conseguem enxergar que a greve dos caminhoneiros reflete "choques que alcançaram a economia global, com seus efeitos no País".

Segundo ele, "movimentos na cotação do petróleo e do câmbio elevaram os preços dos derivados, magnificaram as distorções de tributação no setor e levaram o governo a buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel".

Parente também fez questão de destacar seu trabalho à frente da empresa. "A Petrobras é hoje uma empresa com reputação recuperada, indicadores de segurança em linha com as melhores empresas do setor, resultados financeiros muito positivos, como demonstrado pelo último resultado divulgado, dívida em franca trajetória de redução e um planejamento estratégico que tem se mostrado capaz de fazer a empresa investir de forma responsável e duradoura, gerando empregos e riqueza para o nosso País."

Ele sugeriu ao presidente que "se apoie nas regras corporativas, que tanto foram aperfeiçoadas nesses dois anos, e na contribuição do Conselho de Administração para a escolha do novo presidente da Petrobras" e se colocou à disposição para fazer a transição ao do cargo ao próximo presidente.

A saída de Parente era uma das exigências dos petroleiros que protestam contra a política de preços adotada pela empresa de economia mista. Desde que ele assumiu o cargo, há exatamente 2 anos, os preços dos derivados de petróleo são reajustados de acordo com a flutuação do mercado internacional. Até então, o governo brasileiro interferia no valor.