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28/05/2018 10:29 -03 | Atualizado 29/05/2018 12:05 -03

Mesmo com medidas do governo publicadas, greve dos caminhoneiros chega ao 8º dia

Edição extra do Diário Oficial da União traz 3 medidas provisórias que atendem reivindicações da categoria.

NELSON ALMEIDA via Getty Images
Caminhoneiros entram no 8º dia de greve.

A greve dos caminhoneiros chegou ao 8º dia nesta segunda-feira (28). Dezenas de motoristas continuam bloqueando rodovias nesta manhã, mesmo após a publicação das medidas pelo governo em edição extra do Diário Oficial da União (DOU).

São 3 medidas provisórias (MPs) no total:

- MP 831: Garantia a autônomos de 30% dos fretes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab)

Essa medida provisória reserva aos autônomos um percentual expressivo da Conab.

- MP 832: Tabela mínima de frete

Essa MP estabelecerá uma política de preços mínimos do transporte rodoviário de cargas.

- MP 833: Isenção do eixo suspenso nos pedágios de rodovias federais, estaduais e municipais

Essa 3ª MP se refere à circulação de caminhões que não transportam carga total. Eles ficarão isentos de pedágio em todas as estradas brasileiras.

De acordo com a Folha de S.Paulo, ainda há poucos sinais de desmobilização dos caminhoneiros nas estradas paulistas. Dezenas de caminhões estão parados na rodovia Régis Bittencourt.

Para os motoristas ouvidos pela Folha, as medidas do governos são "insuficientes".

Em pronunciamento na TV neste domingo (27), o presidente Michel Temer também prometeu reduzir 46 centavos no preço do litro de diesel por 60 dias e, após esse período, reajustar o combustível uma vez por mês.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que não havia assinado o primeiro acordo com o governo da quinta-feira (24), considera que as novas medidas do governo atendem à categoria.

Por isso, está orientando os autônomos a encerrar a paralisação e voltar ao trabalho ainda hoje.

"Conseguimos parar este País e sermos reconhecidos pela sociedade brasileira e pelo governo", exaltou o presidente da Abcam, José da Fonseca Lopes. "Nossa manifestação foi única... Seremos lembrados como aqueles que não cederam diante das negativas do governo e da pressão dos empresários do setor", concluiu.