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27/05/2018 20:32 -03 | Atualizado 27/05/2018 20:33 -03

Greve dos caminhoneiros cancela aulas em universidades públicas

Instituições federais e estaduais de capitais e interior estão com atividades suspensas, incluindo funcionamento de RUs.

USP cancelou as aulas de segunda-feira (28) a quarta-feira (30)
jaboticaba via Getty Images
USP cancelou as aulas de segunda-feira (28) a quarta-feira (30)

A greve dos caminhoneiros, que chega ao 8º dia nesta segunda-feira (28), afetará as universidades públicas no início desta semana. Por causa das dificuldades de transporte, aulas serão canceladas. O funcionamento de unidades de ensino e pesquisa e alguns RUs (restaurantes universitários) ficarão comprometidos.

O HuffPost Brasil reuniu as informações sobre as principais instituições federais e estaduais de ensino:

A USP (Universidade de São Paulo) cancelou as aulas de todos os cursos de graduação de segunda a quarta-feira (30). Em relação à pós-graduação e cursos de extensão, cada unidade poderá decidir se as atividades estão mantidas ou se serão suspensas.

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) suspendeu todas as atividades acadêmicas nesta segunda, inclusive dos RUs de Campinas, Piracicaba e Limeira. A instituição informa que caberá a diretores das unidades de ensino decidir sobre manter ou adiar as bancas de teses e dissertações.

A UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) decidiu suspender a aula desta segunda em todos os campi de Porto Alegre e do campus do litoral norte. A Reitoria pede compreensão de coordenadores e chefes de departamento sobre faltas e atrasos de servidores e técnicos administrativos.

A UnB (Universidade de Brasília) pede a professores que sejam flexíveis na cobrança de frequência dos alunos nesta segunda. A Reitoria da UnB entende que a circulação de ônibus do Distrito Federal e entorno prejudica a chegada dos estudantes.

A UFBA (Universidade Federal da Bahia) suspendeu as aulas de graduação e pós a partir de segunda. Atividades essenciais da instituição, de atendimento à comunidade, serão mantidas. Se forem necessárias mudanças no calendário acadêmico, a decisão ficará a cargo do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFBA.

A UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) suspendeu todas as aulas e atividades administrativas desta segunda nos campi de Recife, Caruaru e Vitória. Todos os RUs do Recife ficam fechados ao longo do dia. O Hospital das Clínicas e a Superintendência de Segurança Institucional mantêm serviços. Se os servidores tiverem dificuldade de chegar ao trabalho, eles precisam comunicar a seus chefes imediatos.

A UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) decidiu cancelar temporariamente todas as aulas de graduação, pós-graduação, ensino médio e fundamental. Uma reunião de emergência da direção na manhã desta segunda vai deliberar sobre o funcionamento dos outros serviços da UFSC.

A UFPR (Universidade Federal do Paraná) deixa a critério de professores e chefes de departamento a decisão de suspender ou manter as aulas de segunda (28) a quarta-feira (30). "Destaca-se que a decisão sobre as atividades acadêmicas é dos setores e fica sujeita a compensação futura, respeitada a autonomia de avaliação dessas unidades, de forma a minimizar prejuízos aos estudantes impossibilitados de comparecer neste período [de greve]", informa a UFPR em nota.

A UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) suspendeu as aulas de segunda, também devido ao desabastecimento de combustível na região metropolitana de Belo Horizonte e em Montes Claros.

A UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) cancelou aulas de graduação e pós desta segunda em todos os campi da instituição. Atividades essenciais de atendimento à população continuam. No fim da tarde desta segunda, a Reitoria volta a avaliar o cenário para decidir se as atividades serão retomadas na terça (29).

A UFF (Universidade Federal Fluminense) suspendeu as aulas de segunda. Também atividades essenciais e de manutenção à UFF serão mantidas.

Greve dos caminhoneiros continua

Os caminhoneiros cruzaram os braços desde segunda-feira (21) por conta dos sucessivos aumentos no preço do diesel. Os efeitos foram sentidos em aeroportos, postos de gasolina, hospitais, restaurantes e supermercados.

O governo tentou acordo com a categoria na quinta-feira (24), mas a paralisação prosseguiu pelo País.

A hipótese de locaute, quando a greve é iniciada pelo empregador, está sendo investigada pela Polícia Federal. O locaute é ilegal.

No sábado (26), o governo anunciou que vai aplicar multa de R$ 100 mil a empresas de transporte por hora parada dos caminhoneiros.

O governo paulista diz que os bloqueios nas estradas já caíram 80%.