NOTÍCIAS
25/05/2018 09:17 -03 | Atualizado 25/05/2018 13:10 -03

Apesar de promessa de trégua, caminhoneiros mantêm greve

Em acordo com o governo Temer, representantes da categoria se comprometeram com 15 dias sem paralisação.

Pilar Olivares / Reuters
Caminhoneiros dissuadem motorista que não quer aderir à greve.

Os caminhoneiros entraram no 5º dia de greve pelo País nesta sexta-feira (25), apesar de acordo com o governo Michel Temer após 7 horas de reunião em Brasília.

Representantes da categoria haviam se comprometido a suspender por 15 dias a paralisação. Entretanto, nesta manhã, já há protestos em 22 estados e no Distrito Federal.

Entre os reflexos da greve, está a disparada do preço da gasolina nos postos, o desabastecimento de combustível em algumas regiões do País e o comprometimento do transporte coletivo, com redução de frota na rua.

Alguns aeroportos brasileiros também correm risco de ficar inoperantes nas próximas horas. Acabou o combustível no Aeroporto Internacional de Brasília, e 9 voos já foram cancelados na manhã desta sexta.

A Folha de S.Paulo conversou com diversos caminhoneiros que não se sentiram representados pelas associações que assinaram o acordo com o governo. Os sindicatos foram tachados de "aproveitadores" por alguns motoristas.

No total, 8 entidades entre sindicatos, federações e confederações assinaram a trégua. Entretanto, a Associação Brasileira de Caminhoneiros e a União Nacional dos Caminhoneiros não aceitaram o acordo.

Demandas dos caminhoneiros

Uma das reivindicações da categoria atendida pelo governo foi a redução a zero, em 2018, da alíquota da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre o óleo diesel.

Além disso, a queda de 10% no preço do diesel nas refinarias, anunciada na quarta-feira (23) pela Petrobras, foi ampliada para 30 dias — a estatal havia prometido 15 dias. Nas bombas, o congelamento do preço representa uma redução de R$ 0,25.

A principal queixa dos caminhoneiros, que paralisaram as atividades por 4 dias, diz respeito ao aumento sucessivo do valor do diesel, uma das consequências da política de preços adotada pela Petrobras em julho de 2017.

AFP/Getty Images
Caminhoneiros bloqueiam a Rodovia Imigrantes, a 23 quilômetros de São Paulo.