NOTÍCIAS
24/05/2018 14:13 -03 | Atualizado 24/05/2018 19:05 -03

Greve de caminhoneiros afeta estoque do McDonald's

Além do pão, o McDonald's informou que outros produtos podem faltar no cardápio da rede.

Cardápios do McDonald's podem ser desfalcados por causa da greve.
Johnnieshin via Getty Images
Cardápios do McDonald's podem ser desfalcados por causa da greve.

Estradas fechadas, postos sem gasolina e uma crise no abastecimento de supermercados em diversas cidades no Brasil. Mas nada preocupa tanto os brasileiros quanto isto: ficar sem lanches.

Unidades das lanchonetes do McDonald's no País estão com dificuldade de abastecimento devido à paralisação dos caminhoneiros.

No Rio de Janeiro, o restaurante que fica na Avenida Nossa Senhora de Copacabana está impossibilitado de vender o Big Mac, um dos lanches mais tradicionais da franquia, porque não tem pão.

De acordo com O Globo, o atraso no repasse dos alimentos causou um prejuízo R$18 mil apenas nessa unidade.

E não é somente a distribuição do pão que pode ser afetada. O McDonald's informou que outros produtos podem faltar no cardápio da rede.

"A paralisação dos caminhoneiros está provocando um desabastecimento no comércio em geral, incluindo todo o setor de alimentação. No caso do McDonald's, informamos que eventualmente podem faltar alguns produtos do cardápio nos restaurantes da rede. A empresa ainda afirma que está fazendo o possível para normalizar o atendimento onde necessário a fim de não gerar transtornos aos consumidores".

No Twitter, os brasileiros estão preocupados com o futuro da alimentação no País.

Algumas pessoas estão realmente impressionadas com o peso político da paralisação dos caminhoneiros.

Tem até quem está aproveitando a oportunidade para repensar o plano alimentar.

Será que rola uma negociação?

Mas o aviso foi dado:

A greve dos caminhoneiros, iniciada pelo descontentamento da categoria com o elevado custo do diesel, chegou a seu 4º dia nesta quinta-feira (24).

Os protestos já atingem 25 estados e o Distrito Federal. No Rio de Janeiro, apenas metade da frota está circulando. A BRT decidiu fechar as estações na zona norte e na zona oeste do Rio pela manhã.

A Infraero chegou a advertir que aeroportos brasileiros correm risco de ficar sem combustível e, portanto, um cancelamento em cascata de voos pode ocorrer. As empresas aéreas já adotam um plano de contingência para o pior cenário.

Impacto da greve dos caminhoneiros na política

A pressão toda dos caminhoneiros tem surtido efeito. Ainda na tarde de quarta-feira (23), a Petrobras anunciou redução de 10% no preço do diesel nas refinarias. A queda é de R$ 0,25 por litro aos consumidores. A promessa é de que o valor mais baixo tenha validade de 15 dias.

O presidente da estatal, Pedro Parente, disse que não estava cedendo a pressões "do governo ou de movimentos sociais". "Estamos fazendo uma avaliação realista da situação do País", justificou.

Ainda ontem, Temer prometeu acabar com a Cide (Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico) sobre o diesel. A Câmara dos Deputados zerou a PIS/Cofins sobre combustíveis até o fim de 2018. A votação simbólica em plenário também aprovou a reoneração da folha de pagamento de outros setores para equilibrar as contas, com a menor arrecadação com impostos sobre combustível. As propostas seguem para apreciação no Senado.

Porém, a Associação Brasileiros dos Caminhoneiros informa que só encerra a greve quando estiver no Diário Oficial da União a isenção de PIS/Confins e Cide sobre o diesel. Está marcada uma reunião da entidade com o governo na tarde desta quinta na Casa Civil.