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08/06/2018 15:31 -03 | Atualizado 08/06/2018 15:54 -03

Maldição de campeão: Será que a Alemanha pode passar de favorita a decepção na Copa da Rússia?

Duas últimas seleções que conquistaram o título mundial caíram na primeira fase da Copa seguinte.

Jogadores da Alemanha, Mario Goetze e Andre Schuerrle posam com troféu da Copa em 2014.
Alex Grimm / Reuters
Jogadores da Alemanha, Mario Goetze e Andre Schuerrle posam com troféu da Copa em 2014.

"Lá vêm eles de novo!" A frase, imortalizada na narração de Galvão Bueno na última Copa do Mundo, faz referência à facilidade com que a Alemanha chegava a todo instante na área da Seleção Brasileira durante a esmagadora vitória por 7 a 1 nas semifinais de 2014. Ela continua gravada na memória do torcedor verde-amarelo, mas a hora da vingança está próxima. Pelo menos para aqueles que acreditam nas estatísticas.

Apesar de continuar contando com uma das seleções mais fortes do planeta e de ser apontada por especialistas como a principal favorita para conquistar novamente o troféu de campeã do mundo na Copa da Rússia, a Alemanha pode acabar se tornando uma das decepções do torneio que começará no próximo dia 14 de junho. Por quê? Pela 'maldição de campeão' que vem perseguindo as seleções desde a edição de 2010.

PA Images via Getty Images
Derrota para a Eslováquia deixou a Itália, de Gennaro Gattuso (à esquerda) fora do Mundial já na primeira fase em 2010.

Campeã do mundo em 2006, na Alemanha, a Itália foi para a Copa da África do Sul, 4 anos mais tarde, com status de favorita. Com uma campanha abaixo da crítica, no entanto, a Azzurra deu adeus ao torneio logo após a primeira fase — sem vencer um jogo sequer.

Os italianos estrearam na competição empatando por 1 a 1 com o Paraguai, dia 14 de junho, e repetiram o placar diante da fraca Nova Zelândia, 6 dias depois. Na terceira partida do grupo, precisavam vencer a Eslováquia para ter chance de classificação, mas perderam por 3 a 2 e se despediram de forma melancólica da África do Sul.

A 'maldição de campeão' fez nova vítima no Mundial disputado no Brasil. E com requintes de crueldade. Campeã na África do Sul pela primeira vez em sua história, a Espanha chegou para 2014 com pose de favorita, mas caiu do cavalo – ou melhor, do touro – já na primeira fase.

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Placar da Arena Fonte Nova, em Salvador, imortalizou vexame da Espanha contra a Holanda, na estreia da Copa de 2014.

A estreia foi diante da Holanda, em uma reedição da final da Copa de 2010, mas que terminou com um resultado completamente diferente: 5 a 1 para os vice-campeões mundiais, com direito a olé para cima dos espanhóis.

A eliminação veio de forma antecipada já na segunda rodada, com nova derrota espanhola, desta vez para o Chile: 2 a 0, em jogo disputado no Maracanã. Na despedida, Xavi, Iniesta e companhia venceram a Austrália por 3 a 0 na Arena da Baixada, em Curitiba, mas de nada adiantou.

Contra a maldição dos campeões

Para não se tornar a terceira vítima seguida da 'maldição', a Alemanha manteve para a Rússia a base que fez sucesso há 4 anos em território brasileiro. A exceção mais sentida fica por conta de Mario Götze. Autor do gol que decretou a conquista do tetra em 2014, o jogador ficou fora da lista de convocados do técnico Joachim Löw para a Copa da Rússia.

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Técnico Joachim Löw convocou base que foi campeã no Brasil para tentar evitar a 'maldição' que fez Itália e Espanha vítimas.

O caminho alemão para quebrar a escrita que já dura duas Copas é o seguinte: estreia contra o México, dia 17 de junho, no estádio Lujniki; seguida de duelo diante da renovada Suécia, dia 23, no estádio Olímpico de Fisht, e encerramento do Grupo F no dia 27, ante a Coreia do Sul, na Arena Kazan. Será que a maldição vai atacar de novo? É esperar para ver.