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21/05/2018 10:48 -03 | Atualizado 21/05/2018 10:48 -03

Reprovado por 75% dos venezuelanos, Nicolás Maduro é reeleito

O governo brasileiro lamentou o processo: “as eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime”.

AFP/Getty Images
Maduro foi reeleito com 67,7% dos votos.

Em meio a denúncias de fraudes no processo eleitoral, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi reeleito neste domingo (20) para comandar o país por mais 6 anos.

As eleições no país vizinho foram marcados por tumulto. Houve tentativa de boicote, abstenção de 54% da população e o resultado está sendo questionando pela comunidade internacional.

O Brasil e outros 13 países, que incluem Argentina, México e Canadá, não reconhecem a reeleição de Maduro. O governo brasileiro e o desses países vão convocar os embaixadores da Venezuela para prestarem esclarecimentos.

Em nota, o governo brasileiro lamentou o processo eleitoral. Afirmou que o pleito careceu de legitimidade e credibilidade.

"Assim, ao invés de favorecer a restauração da democracia na Venezuela, as eleições de ontem aprofundam a crise política no país, pois reforçam o caráter autoritário do regime, dificultam a necessária reconciliação nacional e contribuem para agravar a situação econômica, social e humanitária que aflige o povo venezuelano, com impactos negativos e significativos para toda a região, em particular os países vizinhos."

Pouco antes do fim do pleito, o candidato derrotado Henri Falcón, que denunciou mais de 350 violações às regras eleitorais, afirmou que não reconheceria o resultado e exigiu novas eleições.

Ele denunciou pressão, chantagem e abuso do voto assistido, que é o uso de acompanhante para ajudar o eleitor na hora do voto.

Maduro teve 67,7% dos votos. Apesar das críticas, ele diz ser um presidente democrático. Pesquisa do Instituto Venezuelano de Análise de Dados, divulgada em fevereiro deste ano, indica que o governo de Maduro é reprovado por 75% dos venezuelanos.