NOTÍCIAS
15/06/2018 00:54 -03 | Atualizado 15/06/2018 00:54 -03

Copa da Rússia: Qual a real importância do terceiro goleiro para as Seleções?

Seleção Brasileira tem 3 goleiros: Alisson, Ederson e Cássio.

Alisson (à esquerda) é o titular do gol do Brasil, que tem Ederson na reserva imediata e Cássio (à direita) como terceiro da lista.
Divulgação/CBF
Alisson (à esquerda) é o titular do gol do Brasil, que tem Ederson na reserva imediata e Cássio (à direita) como terceiro da lista.

Uma das discussões que mais se alongaram antes de o técnico Tite divulgar a relação com os 23 nomes da Seleção Brasileira para a Copa da Rússia foi sobre quem ficaria com a vaga de terceiro goleiro do grupo.

Com Alisson e Ederson garantidos, as apostas estavam divididas entre Cássio, do Corinthians (que acabou sendo o escolhido), Vanderlei (Santos), Neto (Valencia) e, com um pouco menos de ênfase, Jaílson (Palmeiras), Victor (Atlético Mineiro) e Fábio (Cruzeiro).

Pedro Martins/Mowa Press
Cássio diz não se incomodar em ir para a Copa como terceiro goleiro.

O que ninguém se dignou a explicar em meio a tanta dúvida é qual a real importância desse terceiro goleiro para as seleções em uma Copa do Mundo.

Até hoje, em 20 edições de Copa, alguém sabe dizer quantas seleções precisaram utilizar os três goleiros convocados em uma mesma edição? A resposta é simples e assustadora, tamanha a discussão gerada no Brasil: uma!

É isso mesmo. Em 20 edições passadas, apenas uma Seleção necessitou colocar em campo todos os três goleiros convocados. E não por necessidade, mas puramente para dar ao terceiro convocado da posição a honra de participar de um jogo — ironicamente diante do Brasil.

Na vitória por 3 a 0 sobre os comadados de Felipão, em jogo que valia o terceiro lugar na Copa de 2014, o técnico Louis Van Gaal se deu ao luxo de mandar a campo Michel Vorm, 3º goleiro do grupo.

O jogador entrou no lugar de Jasper Cillessen, titular da posição. O reserva imediato, Tim Krull, havia sido utilizado em um jogo anterior pelo técnico, na disputa por pênaltis diante da Costa Rica.

Os terceiros goleiros famosos do Brasil

Cássio parece não se incomodar de ir à Copa com o 'rótulo' de 3º goleiro. E realmente não deve se preocupar com isso, pois encarou situação parecida no próprio Corinthians em 2012, antes de assumir a titularidade e virar herói na equipe que se sagraria campeã da Libertadores.

"Vou para trabalhar, ajudar e evoluir. Não vejo isso de terceiro goleiro. O Tite tem um método de trabalho e, no Corinthians, nunca deixou ninguém de fora por ser terceiro goleiro. Todo mundo fica à vontade e é participativo."

Divulgação/CBF
Rogério Ceni fez parte do grupo pentacampeão em 2002 como terceiro goleiro.

Outro motivo para Cássio ficar tranquilo são os muitos nomes de peso que já ocuparam o mesmo posto em outras Copas. Emerson Leão (1970), Gilmar Rinaldi (1994), Carlos Germano (1998), Rogério Ceni (2002), Julio César (2006) e Victor (2014) são alguns deles.

Rinaldi e Ceni tiveram a honra de fechar a competição com a taça de campeão em mão por alguns segundos. Será que Cássio terá a mesma sorte em 2018 na batalha que começa neste domingo (17)?