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17/05/2018 18:51 -03 | Atualizado 17/05/2018 18:53 -03

Os principais mitos sobre a vacina contra a gripe

A imunização não é ‘veneno mortal’ nem tem relação com autismo.

ORLANDO SIERRA via Getty Images
A campanha encerra no dia 1º de junho.

Desde que foi iniciada em 23 de abril, a campanha de vacinação da gripe se tornou alvo de uma enxurrada de notícias falsas. Diferentemente do que está sendo propagado, a imunização é segura, garante o Ministério da Saúde.

"A vacina contra gripe reduz as complicações que podem produzir casos graves da doença, internações ou até mesmo óbitos. Ela protege contra os três subtipos do vírus da gripe que mais circularam no último ano no Hemisfério Sul, de acordo com determinação da Organização Mundial da Saúde (OMS), que são H1N1, H3N2 e Influenza B. Neste ano, apenas o subtipo H1N1 não sofreu mutação", ressalta a pasta.

O laboratório Lavoisier selecionou 5 mentiras que estão se espalhando nas redes sociais. A infectologista que integra a equipe do laboratório Ligia Pierrotti ressalta que as vacinas contra a gripe são atualizadas todos os anos, de acordo com os vírus que circularam no ano anterior.

"Os dois tipos de Influenza A H1N1 e H3N2 fazem parte da composição da vacina contra a gripe de 2018 – tanto a trivalente, disponível na rede pública e privada, quanto a tetravalente, disponível na rede privada", esclarece.

Aqui 5 mitos sobre a vacina.

1. Depois de vacinarem 48 milhões de pessoas, se proliferou a notícia de que a vacina da gripe seria um 'veneno mortal'.

FAKE NEWS!

A vacina contra a gripe é uma vacina absolutamente segura. As vacinas contra gripe disponíveis no Brasil são todas com o vírus inativado (de vírus morto) e, portanto, não são capazes de causar doença.

2. Circulam boatos de que as vacinas da gripe possuiriam mercúrio, produto químico altamente tóxico.

FAKE NEWS!

O uso do timerosal (derivado do mercúrio) é utilizado como conservante em várias vacinas, há décadas, como as vacinas contra a gripe (formulações multidose). Diversos estudos comprovam a segurança de vacinas que utilizam timerosal.

3. Em outros conteúdos disponíveis na rede, especula-se que a vacina da gripe poderia ter relação com autismo

FAKE NEWS!

A associação do uso de vacinas contendo timerosal com autismo já foram descartas pela Comunidade Científica. Na realidade, descobriu-se que os dados desse estudo eram falsos e outros cientistas comprovaram a segurança das vacinas contendo o derivado do mercúrio. O médico inglês acabou sendo julgado por publicar informações falsas e perdeu o direito de continuar exercendo a profissão de medicina.

4. Informações de que a vacina da gripe seria um método de controle populacional e instrumento político.

FAKE NEWS!

A gripe é uma infecção viral que pode apresentar complicações e, por isso, deve ser tratada e prevenido por meio da vacina, principalmente em alguns grupos de pessoas, como gestantes, puérperas, adultos com idade maior que 60 anos, crianças com menos de 5 anos, indivíduos que apresentam doença crônica, pessoas com doenças cardiorrespiratórias, com obesidade, com síndrome de Down, e aquelas com imunossupressão.

5. Está circulando um áudio de WhatsApp, de um tom alarmante, que anuncia a chegada, ao Brasil, de uma suposta 'epidemia' do vírus da gripe H3N2 (um subtipo do vírus Influenza A).

FAKE NEWS!

O vírus H3N2 é um subtipo já conhecido e circulante na população e não é esperado uma epidemia por esse vírus no Hemisfério Sul. Em 2017, no Brasil, foram notificados cerca de 2.500 casos graves de infecção respiratória (síndrome respiratória aguda grave) pelo vírus da Influenza, sendo mais da metade dos casos causados pelo vírus H3N2. Observamos esse aumento do número de casos de gripe no Hemisfério Norte na última estação outono-inverno, mas ainda não sabemos se teremos também um aumento do número de casos no Hemisfério Sul nesse ano, pois isso depende de diversos fatores, incluindo condições climáticas e número de indivíduos não protegidos para a gripe.

A campanha de vacinação

Neste ano, a estratégia do ministério é vacinar toda população, em especial o grupo de risco, formado por mais de 54 milhões de pessoas. Fazem parte do grupo de risco:

Pessoas a partir de 60 anos,

Crianças de seis meses a menores de 5 anos,

Trabalhadores de saúde, professores das redes pública e privada,

Povos indígenas,

Gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto),

Pessoas privadas de liberdade – o que inclui adolescentes e jovens de 12 a 21 anos em medidas socioeducativas,

Funcionários do sistema prisional.

Portadores de doenças crônicas não transmissíveis, como diabetes, hipertensão e câncer, além daquelas pessoas que têm outras condições clínicas especiais.

O ministério ressalta que essas pessoas devem apresentar prescrição médica no ato da vacinação. Pacientes cadastrados em programas de controle das doenças crônicas do SUS deverão se dirigir aos postos em que estão registrados para receberem a vacina, sem a necessidade de prescrição médica. A campanha termina no dia 1º de junho e não será prorrogada.