ENTRETENIMENTO
09/05/2018 19:05 -03 | Atualizado 09/05/2018 19:16 -03

Liniker. Ilú Obá De Min. E um encontro de encher os olhos na série '3%'

♫ "Deixe-me ir/ Preciso andar/ Vou por aí a procurar/ Rir pra não chorar"

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Liniker canta acompanhada do bloco Ilú Obá de Min em cena de '3%'.

A segunda temporada de 3% traz uma participação especial e carrehgada de emoção da cantora Liniker acompanhada do Ilú Obá de Min, bloco percussivo afro criado em São Paulo em 2004.

A cena em questão se passa durante uma procissão realizada na região fictícia do Continente, lado onde a maioria da população vive em situação de miséria.

Na trama, existe também Maralto, região onde apenas 3% da população vive em condições prósperas.

A atmosfera da sequência remete ao calor e alegria do Carnaval de rua.

Cores, fantasias, danças e batuques se misturam enquanto Liniker, da banda Liniker e Os Caramelos, aparece sobre um trono carregada pelo povo e cantando os versos de Preciso Me Encontrar, composição de Antônio Candeia que ficou famosa na voz de Cartola.

Para alegria dos fãs, a Netflix liberou a performance de pouco mais de 2 minutos em seu canal oficial no YouTube.

Dê o play abaixo e tente não cantar junto os versos:

"Deixe-me ir

Preciso andar

Vou por aí a procurar

Rir pra não chorar"

A segunda temporada de 3% está disponível na Netflix desde o último dia 27 de abril.

  • 21 filmes da Netflix para quem adora desvendar a mente humana
    Shutterstock

    Se o ser humano fosse um livro aberto de fato, o cinema dificilmente teria tanta e tão rica matéria-prima para seus enredos.

    Quantas vezes nos identificamos com uma personagem e dela extraímos uma lição para algo particular nosso? Ao articular o imaginário, o cinema possibilita compreender eventos da nossa vida, até mesmo quando achamos que nosso dia a dia não vale um filme de sessão da tarde.

    Gosta de Cisne NegroUm Estranho no NinhoO Lado Bom da VidaAmnésiaUm Método Perigoso e Tempo de Despertar? Então são grandes as chances de você gostar de algum dos títulos a seguir:

  • À Procura (The Captive)
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    Atom Egoyan – Canadá, 2014

    O diretor egípcio naturalizado canadense Atom Egoyan é bastante interessado nos mistérios humanos. Em O Doce Amanhã (1997), ganhador do Prêmio Especial do Júri no Festival de Cannes, ele mostra os efeitos de futuro comprometido de uma comunidade quando crianças morrem em um ônibus escolar. À Procura também vai falar da infância, mas de uma infância subtraída. A filha de Matthew (Ryan Reynolds) e Tina (a fantástica Mireille Enos, da série The Killing) desaparece. Mais tarde, descobrimos que ela foi sequestrada por uma rede de pedofilia online. Sabemos quem é a vítima e sabemos quem são os criminosos. O perturbador deste filme é a tortura mental que um dos sequestradores (Kevin Durand, em uma atuação assustadora) faz nos pais e na vítima. Egoyan usa esta narrativa para discutir nossa relação com o voyeurismo e com a internet.

  • Tower
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    Keith Maitland - EUA, 2016

    Tiroteios em massa têm uma alarmante recorrência nos EUA, e o massacre de Columbine, em 1999, costuma ser usado como referência para tragédias assim. O impressionante documentário Tower dá um salto no passado para contextualizar um presente de muita perplexidade. Em 1966, um atirador na Universidade do Texas matou 16 pessoas e feriu 33. Para recriar os depoimentos coletados com mais de cem testemunhas, o diretor Keith Maitland usa a animação como linguagem. Sem apelo ao sensacionalismo, o filme foca nas vítimas e evita a armadilha de exaltar o atirador. A emoção vem de se falar sobre o assunto – para alguns dos sobreviventes, o reencontro com a situação traumatizante por meio do documentário foi fundamental para se reconhecer a dor do momento e expressá-la, mesmo depois de algumas décadas.

  • Nise: O Coração da Loucura
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    Roberto Berliner - Brasil, 2016

    A fronteira entre loucos e sãos permanece embaralhada, com contornos trazidos de acordo com a conveniência, principalmente se o objetivo for a exclusão de alguém que é diferente. A psiquiatra alagoana Nise da Silveira foi pioneira e revolucionária ao propor um tratamento humanizado de pacientes psiquiátricos, trazendo novas perspectivas a partir da arte. Faltava um filme que levasse a dimensão do seu trabalho ao conhecimento de mais pessoas, e Nise de fato consegue essa divulgação de forma bastante sensível, com Gloria Pires interpretando a alagoana. "Ninguém suporta pessoas que dão respostas inadequadas para as solicitações da vida. Queremos elas o mais longe possível", lamentou o diretor, Roberto Berliner, em entrevista ao HuffPost Brasil durante o lançamento do filme. Durante as quase duas horas da cinebiografia de Nise, a loucura deixa de ocupar seu lugar marginal.

  • Se Enlouquecer Não se Apaixone (It's Kind of a Funny Story)
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    Anna Boden e Ryan Fleck - EUA, 2010

    Este belo filme mostra como o suicídio pode levar à redescoberta do desejo de viver. Craig é um adolescente com depressão que não encontra saída para seu sofrimento e resolve buscar ajuda em um hospital psiquiátrico. Como os EUA tanto gostam, essa é uma comovente história de segunda chance, mas sem as pieguices costumeiras. Viola Davis e Lauren Graham (a eterna Lorelai, de Gilmore Girls) têm atuações pequenas, mas bastante notáveis. Além disso, há uma maravilhosa cena ao som do clássico Under Pressure. O filme é baseado no livro homônimo de Ned Vizzini, que passou por uma internação psiquiátrica para tratar da depressão. Lançada em 2006, a publicação foi bastante elogiada por público e crítica.

  • Dançando em Silêncio (Dancing Quietly)
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    Philipp Eichholtz - Alemanha, 2017

    Neste filme bastante despretensioso, acompanhamos alguns dias da vida de Luca, uma jovem que está superando uma depressão que a abalou por anos. A moça traz humor, apatia e melancolia em medidas variadas, com uma interpretação graciosa de Martina Schöne-Radunski. É um filme sobre superação, mas sem os fogos de artifício e a superficialidade que comumente eclipsam o doloroso e particular processo de lidar com o sofrimento.

  • The Mask You Live In
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    Jennifer Siebel Newsom - EUA, 2015

    Que preconceitos, repressões e crueldades se escondem por trás das palavras de ordem "seja um homem"? Este documentário aborda frontalmente os prejuízos de uma cultura que não permite que os homens lidem com suas fraquezas e vulnerabilidades em nome de uma "assegurada masculinidade". Depoimentos de crianças, adolescentes, atletas e detentos dialogam com reflexões propostas por diferentes profissionais, de técnicos de times a psicólogos. O filme se propõe a criticar a sociedade norte-americana, mas sabemos que a análise serve bem aos brasileiros. É um pungente retrato sobre emoções represadas e as dolorosas consequências disso.

  • O Segredo dos Seus Olhos (El Secreto de sus Ojos)
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    Juan José Campanella - Argentina, 2009

    Neste belíssimo drama policial estrelado por Ricardo Darín, acompanhamos os diferentes rumos tomados em nome do amor. A investigação de um crime brutal aos poucos vai se revelando como uma investigação das relações humanas e da complexidade dos sujeitos. Não há qualquer tipo de previsibilidade na trama. O filme venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro em 2010.

  • Homem Irracional (Irrational Man)
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    Woody Allen - EUA, 2015

    Woody Allen tem na bagagem algumas décadas de filmes dedicados à exploração da mente humana, e nesta obra ele avança seu questionamento sobre a moralidade. Emma Stone e Joaquin Phoenix estrelam essa comédia de tintas sombrias. Ele é um professor de filosofia que se vê à tona com as infinitas possibilidades do acaso – uma dessas possibilidades, porém, mostra que tudo na vida tem um limite.

  • As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being a Wallflower)
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    Stephen Chbosky - EUA, 2012

    Logan Lerman e Emma Watson estão inesquecíveis neste delicado filme sobre a difícil vivência da adolescência quando situações de sofrimento até então "abafadas" resolvem romper o silêncio. As temáticas são pesadas, mas a sensibilidade na abordagem oferece contexto aos acontecimentos e desperta empatia pelas personagens. Um vitorioso filme na exposição de conflitos de adolescentes, frequentemente subestimados em nome da imaturidade e da impulsividade. Para quem gostou da série 13 Reasons Why, da qual falamos aqui, o filme pode ser um acerto.

  • Mais Forte que Bombas (Louder than Bombs)
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    Joachim Trier - Noruega/França/Dinamarca, 2015

    Quão fraturado pode ser o interior de uma família? Isabelle Ruppert e Gabriel Byrne levam suas atuações a um impressionante e silencioso duelo, expondo feridas aparentemente cicatrizadas do casamento e da criação dos filhos. O ponto de partida do filme é a morte, mas cada conflito gerado no luto é, na verdade, uma construção necessária de vida. Jesse Eisenberg dá a profundidade necessária ao filho mais velho, mas a revelação é o garoto Devin Druid, o Tyler de 13 Reasons Why.

  • Os Suspeitos (Prisoners)
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    Dennis Villeneuve - EUA, 2013

    Eis um suspense altamente angustiante tanto pelo conteúdo quanto pela forma. O diretor canadense Dennis Villeneuve, do indicado ao Oscar A Chegada, tem conquistado mais e mais fãs com seu olhar atento às contradições humanas. O rapto de duas crianças dá início a um duelo bastante incômodo entre a Justiça e o justiçamento, a confiança e a sensação de desamparo. Hugh Jackman interpreta o pai obstinado a encontrar a filha, enquanto Jake Gyllenhaal é o detetive que tenta dar contornos de credibilidade à desacreditada instituição que é a polícia. De dar nó no estômago.

  • Quando te Conheci (Equals)
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    Drake Doremus - EUA, 2015

    Nesta distopia, as pessoas convivem pacificamente e supostamente não têm necessidades em um mundo completamente igualitário. As emoções são banidas e consideradas uma doença sem cura. Mas esse arranjo visivelmente purista fica completamente abalado quando Nia (Kristen Stewart) e Silas (Nicholas Hoult) descobrem o amor. O amor proibido é um tema super-explorado no cinema, mas as sutilezas neste filme o diferenciam e se encarregam de nos dar uma experiência tão amarga quanto bonita.

  • Life, Animated
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    Roger Ross Williams - EUA, 2016

    Somos seres da linguagem e, por meio dela, pudemos ser criativos nas mais impossíveis situações ao longo da história. Quando a linguagem encontra mais percalços do que comunicação, como ocorre nos casos de transtorno do espectro autista, é grande a angústia. Mas isso não significa que deva ser definitiva. Aí entra a poderosa reinvenção dos seres humanos. Este documentário traz a comovente história de Owen Susking, que aos três anos parou de falar e recebeu o diagnóstico de autismo. Muitos especialistas se debruçaram sobre sua condição, mas foram os filmes da Disney que ressignificaram a relação de Owen com o mundo, retirando sua existência do silêncio. Diferentemente dos moralismos existentes nesses filmes, o documentário mostra as dificuldades reais na vida de Owen, o que deixa a narrativa ainda mais afetuosa.

  • Cake: Uma Razão para Viver (Cake)
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    Daniel Barnz - EUA, 2014

    Esqueça a esfuziante Rachel, de Friends. Em Cake, Jennifer Aniston interpreta Claire, uma mulher que perde o brilho e ameaça também perder a alma. Ela tenta atravessar uma tragédia e tem poucas coisas nas quais se agarrar. Viver passa a ser mais doloroso que morrer. A grande sacada do filme é explorar a ambivalência do desejo de morrer, que muitas vezes esconde um apelo desesperado pela vida. Jennifer Aniston faz esse percurso com bastante densidade, e ilumina o que poderia ser uma narrativa difícil de suportar.

  • O Começo da Vida
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    Estella Renner - Brasil, 2016

    Este delicado documentário vai às origens da vida para mostrar como nossa sociedade atual repercute os primeiros meses de cada ser humano que aqui habita. A diversidade de maneiras com que podemos existir no mundo reflete os cuidados (ou a ausência deles) que recebemos naquele período de total dependência. Os depoimentos vêm de ângulos diferentes, como pais, educadores, profissionais psi, ativistas e pesquisadores, o que enriquece a discussão.

  • Meadowland
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    Reed Morano - EUA, 2015

    Olivia Wilde e Luke Wilson são um casal que precisa lidar com o insuportável desaparecimento do único filho. É um filme sobre as marcas deixadas pela ausência, e uma exploração do luto em sua dificuldade e crueza. Não há qualquer brilho na narrativa, e só mesmo a empatia é capaz de ajudar a fazer essa travessia junto com os protagonistas.

  • A Pele que Habito (La Piel que Habito)
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    Pedro Almodóvar - Espanha, 2011

    Um cirurgião plástico (Antonio Banderas) precisa lidar com a morte da esposa, que teve o corpo inteiramente queimado depois de um acidente de carro. A tragédia é o motor para a obsessão do médico, que se dedica ao desenvolvimento de uma pele perfeita, que resista à dor e a qualquer dano. O que vem a seguir é um filme de terror sem gritos ou sustos, como Almodóvar falou em uma entrevista ao jornal El País. Para pensar o horror que brota das nossas relações.

  • Conspiração e Poder (Truth)
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    James Vanderbilt – EUA, 2015

    Nada como o poder para revelar os limites - e a ausência deles - nos seres humanos. Baseado em fatos reais, o filme conta os bastidores de uma denúncia jornalística contra o ex-presidente George W. Bush durante a campanha de reeleição, em 2004. Assim que a reportagem é divulgada, opositores começam a questionar sua veracidade. Em tempos de pós-verdade, a credibilidade nas informações é praticamente um verbete nostálgico. Há uma fala de Mary Mapes (brilhantemente interpretada por Cate Blanchett) que define bastante os humores atuais: quando a verdade se revela insuportável e sem sentido, preferimos a ficção.

  • The Fundamentals of Caring
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    Rob Burnett - EUA, 2016

    Paul Rudd é cuidador de um garoto com deficiência que percebe que o trabalho pouco tem a ver com empatia gratuita. O convívio entre os dois deixa dúvidas quanto a quem precisa de cuidados, e aí você já sabe que o cinema independente americano vai retomar uma de suas narrativas favoritas, a da segunda chance. Um ponto alto é que o filme é comovente sem pieguice ou condescendência.

  • Donnie Darko
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    Richard Kelly - EUA, 2001

    Este filme independente se tornou um cult dos anos 2000. O fim do mundo está próximo e é anunciado por um homem fantasiado de coelho a Donnie (Jake Gyllenhaal, em começo de carreira), um adolescente tido como problemático. Aos pais, o psiquiatra diz que o garoto apresenta sintomas de esquizofrenia. Donnie passa a se questionar sobre suas visões, enquanto eventos misteriosos começam a acontecer em sua cidade.

  • The Discovery
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    Charlie McDowell - EUA/Reino Unido, 2017

    A ficção científica sempre teve bastante apelo por antecipar a constatação de comportamentos inquietantes, deixando um certo tom assustador ao percebermos que não estamos falando do futuro, mas sim, do presente. Black Mirror é um exímio representante deste talento. Em The Discovery, a ameaça à vida é a existência de uma vida após a morte, e não os derivados de nossa existência, como guerras ou a violência urbana. A partir dessa constatação, feita por um cientista, viver deixa de ter um valor absoluto, o que pode ser insuportável para alguns.