MULHERES
07/05/2018 11:06 -03 | Atualizado 22/05/2018 11:29 -03

Por que você precisa exercitar o assoalho pélvico

Nas mulheres, o enfraquecimento dessa musculatura pode estar ligado à dificuldade de se atingir orgasmos e as dores constantes na relação sexual.

O assoalho pélvico é responsável pela sustentação de vários órgãos no corpo feminino e precisa ser exercitado para não perder a sua força.
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O assoalho pélvico é responsável pela sustentação de vários órgãos no corpo feminino e precisa ser exercitado para não perder a sua força.

Ninguém duvida da importância do exercício físico para a saúde e bem-estar. Mas além de exercitar os bíceps e tonificar os glúteos, existe um grupo muscular, quase invisível, que você precisa começar a prestar atenção.

O assoalho pélvico é responsável pela sustentação de vários órgãos no corpo feminino e precisa ser exercitado para não perder a sua força. O seu enfraquecimento traz prejuízos para atividades como a relação sexual, além de impactar na continência urinária e fecal.

" O assoalho pelvico é um músculo que fica fechando a nossa pelve. Ele é um músculo que a gente não consegue ver e é bem específico. 30% das mulheres não sabem contrai-lo e 25% contraem o músculo do jeito errado", explica a fisioterapeuta Laura Della Negra em entrevista ao HuffPost Brasil.

Para a especialista, não basta contrair e relaxar o músculo. Outros fatores, como a postura, influencial o alinhamento e o fortalecimento do assoalho pélvico.

Qual a localização do assoalho pélvico no corpo

Não é tão difícil de entender essa musculatura mais profunda. O fundo da bacia (pelve óssea) termina em uma cavidade que é chamada cavidade pélvica. Lá ficam a bexiga, a vagina e o reto. Essa cavidade é "fechada" pelo assoalho pélvico, que é formado por 11 músculos.

Nas mulheres, o assoalho pélvico é perfurado por 3 orifícios: uretra, vagina e ânus, sendo, portanto, um lugar de passagem que ao mesmo tempo faz a sustentação do corpo. Ou seja, é um região que a mulher precisa aprender a contrair e a relaxar.

Para a especialista, não basta contrair e relaxar o músculo. Outros fatores, como a postura, influenciam o alinhamento e o fortalecimento do assoalho pélvico.

Em casos mais graves, o assoalho pélvico pode se tornar incapaz de segurar adequadamente os órgãos, causando o prolapso genital (útero caído ou bexiga caída).

Para contrair o assoalho pélvico comece deitada, desse modo é mais fácil porque você não tem a ação da gravidade. Depois, pense em como apertar e puxar para dentro o ânus, a vagina, a uretra e um pouquinho do abdome juntos.

"A gente passa muito tempo sentada e pouco tempo alinhada e isso deixa o assoalho pélvico frouxo. E com o tempo isso traz problemas, desde dor nas costas até incontinência urinária."

Como fortalecer o assoalho pélvico

Nas mulheres, o enfraquecimento dessa musculatura pode estar ligado à dificuldade de se atingir o orgasmos e as dores constantes na relação sexual.

Em casos mais graves, o assoalho pélvico pode se tornar incapaz de segurar os órgãos, causando o prolapso genital (útero caído ou bexiga caída).

Para tonificar o grupo muscular, é indicado a fisioterapia pélvica, que pode ser feita sozinha ou com ajuda de ferramentas como a bola usada no pilates, por exemplo.

De acordo com Laura Della Negra, é importante evitar manter o abdome (core) contraído o tempo inteiro.

"Você tem que deixar o abdome funcionar da forma dele. Relaxar é tão importante quanto contrair. Quem mantém o abdome muito contraido acaba adquirindo uma tensão nessa musculatura", explica.

Para contrair o assoalho pélvico comece deitada, desse é mais fácil porque você não tem a ação da gravidade. Depis, pense em como apertar e puxar para dentro o ânus, a vagina, a uretra e um pouquinho do abdome juntos. Essa é a forma mais fácil de entender e identificar a contração. Respire e segure a posição por até 8 segundos. Repita o exercício algumas vezes.

Ainda, pense em momentos que você pode incluir o exercício da contração e relaxamento na sua rotina, tipo antes de tossir ou espirrar.Também é importante prestar atenção na postura.

"A gente passa muito tempo sentada e pouco tempo alinhada e isso deixa o assoalho pélvico frouxo. E com o tempo isso traz problemas, desde dor nas costas ate incontinência urinal", explica.