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02/05/2018 11:59 -03 | Atualizado 02/05/2018 13:37 -03

A História do edifício que desabou em São Paulo em 9 fotos

Saiba como ajudar as vítimas da tragédia.

Edifício Wilton Paes de Almeida Arquiteto Roger Zmekhol 1961-1968

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O edifício Wilton Paes de Almeida, que desmoronou na madrugada de terça-feira (1º) e deixou ao menos uma vítima e 92 famílias desabrigadas, foi um ícone da arquitetura de São Paulo. Erguido na década de 1960, é obra do arquiteto Roger Zmekhol, formado na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, onde lecionou.

Edifício Wilton Paes de Almeida Arquiteto Roger Zmekhol 1961-1968

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Desde 2002 nas mãos da União, o edifício foi tombado em 1992 e era considerado "bem de interesse histórico, arquitetônico e paisagístico". O título lhe garantia a obrigação de manter preservada suas características externas.

O prédio, que estava ocupado irregularmente, tinha 24 andares, ficava na região do Paissandu, no centro de São Paulo, em uma área de 660 metros quadrados. O local já foi sede da Polícia Federal e do INSS.

Uma novidade da edificação na época em que foi construído era o ar-condicionado central. Em 2015, ele chegou a ser colocado a venda por mais de R$ 20 milhões.

fiz essa foto da sacada da galeria do rock em 2013. que tragédia.

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Pra quem não conhecia o prédio que desabou largo do Paissandu. Antiga sede da Polícia Federal.

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De acordo com a prefeitura, 248 pessoas de 92 famílias estavam cadastradas no local. A ocupação era do Movimento Social de Luta por Moradia (MSLM).

Mais fotos da construção no arquivo.arq.

Saiba como ajudar as vítimas da tragédia

Cruz Vermelha

A Cruz Vermelha de São Paulo está centralizando doações para encaminhar aos desabrigados que moravam no edifício. Segundo comunicado, os itens prioritários são fraldas descartáveis infantis, roupas e sapatos também infantis e água. Roupas em geral e material de higiene (como sabonete, desodorante, xampu, escova e pasta de dente) também estão sendo requisitados.

Onde doar: as doações devem ser entregues na sede da Cruz Vermelha, na avenida Moreira Guimarães, número 699, zona Sul de São Paulo.

No Largo do Paissandu

Também há uma equipe da Cruz Vermelha e de outras entidades recebendo doações no Largo do Paissandu.

Apesar das doações serem recebidas no Largo, todas estão sendo levadas para a sede da Cruz Vermelha para que haja una triagem e posterior distribuição aos desabrigados pela prefeitura paulistana.

"As doações já estão passando por triagem e sendo preparadas para retornar para a população", afirmou Débora Levy, coordenadora da ação de recebimento de doações da Cruz Vermelha. Segundo ela, a entidade está gerenciando as doações para que nenhum item seja perdido e que as vítimas possam receber os itens com segurança e qualidade.

Você também pode entregar as doações diretamente aos desabrigados. Muitos ainda se encontram no local. "Para quem puder trazer roupas, sapatos, cobertores, água, comida, fraldas, produtos de higiene. O momento é de luta, mas também de solidariedade", publicou uma internauta.

No Facebook

Há uma página sobre a tragédia no Facebook. Além da opção de se marcar como seguro, as pessoas podem oferecer ou pedir ajuda na plataforma. Até o momento, foram registradas 39 solicitações de ajuda e 1.065 ofertas de ajuda em todo o Estado de São Paulo. Para oferecer ajuda pelo Facebook, clique aqui.

Mais informações sobre como ajudar aqui.