COMPORTAMENTO
24/04/2018 12:07 -03 | Atualizado 24/04/2018 12:27 -03

O tempo que você passa sentado está atrofiando o seu cérebro. E isso impacta a sua memória

"Sentar é o novo fumar para a saúde em geral."

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Passar longos períodos sentados durante a sua vida está ligados à atrofia cerebral.

Passar longos períodos sentados durante a sua vida está ligados à atrofia cerebral, principalmente na terceira idade, confirma pesquisa.

Por meio de testes com a ressonância magnética, pesquisadores descobriram que o sedentarismo impacta diretamente no afinamento do lobo temporal medial (MTL) e suas subestruturas. Essa região do cérebro é responsável por diversas funções, como a memória a longo prazo e a percepção auditiva, por exemplo.

Em contrapartida, a pesquisa demonstra que a atividade física, mesmo que em níveis elevados, não compensa os efeitos nocivos de ficar sentado por períodos prolongados. Por isso, é preciso um trabalho de prevenção.

"Acredita-se que a atrofia e os processos antineoplásicos associados ao declínio cognitivo começam no lobo temporal medial. A formação do hipocampo e suas estruturas circundantes, especificamente, são essenciais para a função da memória", explica Prabha Siddarth, pesquisador do Instituto Semel de Neurociência e Comportamento Humano da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (UCLA), em entrevista a revista acadêmica Medscape Medical News.

O que a pesquisa trouxe de novidade é a descoberta de que ficar sentado por longos períodos reduz a espessura dessas importantes estruturas cerebrais. Isso sugere que combater o sedentarimo é importante não só para a sua saúde física, como tambem mental, principalmente na vida adulta e para idosos.

"A gente constuma dizer que 'sentar é o novo fumar' em relação à saúde geral", explica David A Merrill, professor de Psiquiatria Geriátrica da UCLA.

Uma pesquisa realizada pela British Heart Foundation e pelo grupo Get Britain Standing, em 2015, identificou que 45% das mulheres e 37% dos homens ficam de pé menos de 30 minutos por dia enquanto estão no escritório.

Para os médicos, estudos como esses servem para incentivar hábitos saudáveis não só em casa, mas também no trabalho, que motivem cada vez mais o cuidado físico e mental das pessoas.