POLÍTICA
20/04/2018 14:59 -03 | Atualizado 20/04/2018 15:01 -03

Ministério Público de São Paulo abre inquérito para investigar Geraldo Alckmin

Com base na delação da Odebrecht, MP de São Paulo investiga improbidade administrativa.

A suspeita é que o ex-governador Geraldo Alckmin tenha recebido R$ 10,3 milhões em propina.
Stringer . / Reuters
A suspeita é que o ex-governador Geraldo Alckmin tenha recebido R$ 10,3 milhões em propina.

Embora o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha encaminhado o processo no qual o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) é investigado para a Justiça Eleitoral, o tucano não escapou das garras do Ministério Público.

O MP de São Paulo abriu nesta sexta-feira (20) inquérito civil para investigar o ex-governador também com base na delação da Odebrecht. A suspeita é de que ele tenha cometido crime de improbidade administrativa por recebimento de vantagem indevida.

Também são arrolados no processo Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin, e o secretário Marcos Monteiro. Eles teria participado de esquema para receber R$ 2 milhões para a campanha de 2010 e R$ 8,3 milhões para a de 2014 por meio de caixa 2.

Assim que o tucano perdeu o foro privilegiado ao deixar o governo de São Paulo para mirar na Presidência da República, a ala do Ministério Público Federal responsável pela Operação Lava Jato pediu para fazer a investigação. O STJ, que estava com o processo, no entanto, considerou que não há evidência do crime de corrupção passiva e, ao encaminhar o processo para a Justiça Eleitoral, ressaltou que esse é o âmbito do crime de caixa 2.

O Ministério Público Estadual pede acesso às provas do inquérito que está no Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo com a justificativa de que há suspeita de crime patrimonial, por envolver funcionários públicos.

O ex-governador nega as acusações. Em nota, diz que "vê a investigação de natureza civil com tranquilidade e está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos".