POLÍTICA
18/04/2018 09:39 -03 | Atualizado 18/04/2018 09:39 -03

Alckmin diz que ‘justiça é para todos’ após Aécio se tornar réu

"Não existe justiça verde, amarela, azul ou vermelha. Só existe Justiça. Decisão judicial se respeita e a lei é para todos, sem distinção", afirmou o presidenciável.

Presidente do PSDB, Geraldo Alckmin tenta se descolar de Aécio Neves  e diz que "justiça é para todos".
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Presidente do PSDB, Geraldo Alckmin tenta se descolar de Aécio Neves e diz que "justiça é para todos".

Presidente nacional do PSDB e pré-candidato do partido à Presidência da República, Geraldo Alckmin, lamentou a situação do senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas defendeu a imparcialidade da Justiça.

"Não existe justiça verde, amarela, azul ou vermelha. Só existe Justiça. Decisão judicial se respeita e a lei é para todos, sem distinção", afirmou a jornalistas ao final de um encontro nacional de vereadores em Brasília.

Candidato do PSDB ao Planalto em 2014, Aécio se tornou réu nesta terça-feira (17) por corrupção e obstrução à Justiça. Ele é investigado por receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista para cobrir despesas com advogados. Em troca, teria oferecido influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale. O senador nega as acusações.

De acordo com o ex-governador de São Paulo, cabe ao parlamentar se defender e decidir sobre uma eventual candidatura. Tucanos pressionam para o parlamentar desistir de tentar a reeleição ao Senado e disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, onde precisa de menos votos para se eleger.

Com dificuldade de decolar nas pesquisas - sem o Luiz Inácio Lula da Silva, o tucano tem entre 7% e 8% das intenções de voto, de acordo com o Datafolha - Alckmin tenta se descolar da imagem de Aécio.

No discurso a vereadores, o presidenciável afirmou que "quem fica rico na política é ladrão". Questionado ao final do evento, ele negou que a frase faça referência ao senador. "Não vou fazer pré-julgamento. Aécio é de uma família abastada", respondeu.

Entre 2014 e 2010, o tucano teve um aumento patrimonial de R$ 633.9 mil para R$ 2,5 milhões, o equivalente a 305%, de acordo com dados declarados à Justiça Eleitoral. O senador afirmou que a riqueza acumulada não vem de sua atividade pública.

Após a disputa de 2014, por sua vez, o aumento foi de R$ 2,5 milhões em 2015 para R$ 8 milhões em 2016, de acordo com informações da Receita Federal publicadas pela Folha de S. Paulo. A defesa do senador negou irregularidades.

Famosos que apoiaram Aécio