POLÍTICA
17/04/2018 17:17 -03 | Atualizado 17/04/2018 17:17 -03

Aécio diz que esperava se tornar réu e que irá provar inocência

“O tempo me permitirá de forma serena e tranquila provar a absoluta correção dos meus atos”, afirmou após se tornar réu por corrupção e obstrução à Justiça.

Réu por corrupção e lavagem de dinheiro, Aécio Neves (PSDB-MG) diz que esperava esse resultado e que irá provar sua inocência.
Adriano Machado / Reuters
Réu por corrupção e lavagem de dinheiro, Aécio Neves (PSDB-MG) diz que esperava esse resultado e que irá provar sua inocência.

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou que já esperava que se tornaria réu, negou ter cometido crimes e sustentou que irá provar sua inocência. A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou nesta terça-feira (17) denúncia contra o parlamentar por corrupção e obstrução à Justiça.

"Recebo com tranquilidade o resultado da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal e agora terei oportunidade de provar, de forma clara e definitiva, a absoluta correção dos meus atos", afirmou a jornalistas após o julgamento.

De acordo com o tucano, houve um simples empréstimo em que ninguém foi lesado e sem desvio de recursos públicos. "O tempo me permitirá de forma serena e tranquila provar a absoluta correção dos meus atos. Isso que farei em respeito a uma história honrada de mais de 32 anos de vida pública, em respeito À minha família e a tudo que espero ainda poder contribuir para o Brasil e para que Minas Gerais avance", afirmou.

O parlamentar também criticou a atuação dos delatores. "O que houve foi uma gravíssima ilegalidade em que esses empresários, réus confessos de inúmeros crimes associados a membros do Ministério Público - o que é mais grave - tentam dar uma impressão de legalidade a essa operação para se verem livres dos inúmeros crimes que cometeram", afirmou em referência ao empresário Joesley Batista, da JBS, e ao ex-procurador da República Marcelo Miller, que teria orientado os delatores a armarem um flagrante contra o senador, de acordo com a defesa.

Sobre os diálogo interceptado pela Polícia Federal em que defende a aprovação do projeto de lei do abuso de autoridade, considerado uma afronta à Operação Lava Jato, o senador afirmou que é acusado por votos e opiniões.

No caso analisado nesta terça, Aécio é investigado por receber R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista para cobrir despesas com advogados. Em troca, o senador teria oferecido influência política para a escolha de um diretor da mineradora Vale.

Todos os 5 ministros da Primeira Turma do STF votaram a favor da denúncia por corrupção passiva. Com relação à obstrução de Justiça, apenas Alexandre de Moraes foi contra receber essa denúncia.

Os ministros rejeitaram as questões preliminares levantadas pela defesa que pediam a nulidade das provas referentes ao acordo de delação da JBS.

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