POLÍTICA
11/04/2018 19:10 -03 | Atualizado 11/04/2018 19:26 -03

Alckmin escapa da força-tarefa da Lava Jato em São Paulo

Sem foro privilegiado, tucano terá seu inquérito com base na delação da Odebrecht investigado pela Justiça Eleitoral.

Brazil Photo Press via Getty Images
Processo que envolve o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin segue em sigilo de Justiça.

O inquérito sobre o ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aberto com base na delação da Odebrecht ficará sob responsabilidade da Justiça Eleitoral de São Paulo. A decisão da ministra do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Nancy Andrighi faz com que o material não fique a cargo da Operação Lava Jato em São Paulo.

A força-tarefa do Ministério Público Federal havia pedido ao vice-procurador-geral da República Luciano Mariz Maia acesso ao inquérito o mais rápido possível. A Procuradoria-Geral da República, entretanto, defendeu o encaminhamento da investigação para a Justiça Eleitoral. A justificativa é que o suposto crime ocorreu na esfera eleitoral.

Em segredo de Justiça, o inquérito é relativo à denúncia de executivos da Odebrecht de que o ex-governador recebeu R$ 10,7 milhões da empreiteira. O dinheiro teria sido entregue ao empresário Adhemar César Ribeiro, cunhado de Alckmin.

O tucano perdeu o foro privilegiado, que garantia a investigação no âmbito do STJ, ao deixar o governo de São Paulo para disputar as eleições presidenciais de outubro. Além dele, Beto Richa (PSDB), Marconi Perillo (PSDB) e Raimundo Colombo (PSD) são citados na operação e perderam a prerrogativa ao deixar o governo este mês.

Segundo Alckmin, o processo contra ele "não tem procedência".