COMIDA
10/04/2018 11:26 -03 | Atualizado 12/04/2018 12:11 -03

Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo: Como suas escolhas alimentares podem salvar o planeta

A ONU Brasil publicou um guia para quem quer salvar o mundo, mas não saber por onde começar.

YinYang via Getty Images
Mais recursos naturais, como água, grãos e terras, são usados para fornecer carne do que plantas.

Salvar o mundo de todos os males nem sempre está ao alcance de todos, mas diminuir seu impacto no meio ambiente e sociedade é bem possível.

Pensando nisso, a ONU Brasil criou o Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo, que reúne pequenas mudanças no dia a dia que podem fazer grande diferença para o planeta.

O guia, que abrange ações que você pode fazer desde o seu sofá até dentro do seu bairro, mostra como você pode reduzir seu consumo, estimular a economia local e diminuir seu impacto no meio ambiente. Veja:

De acordo com o guia, mais recursos naturais, como água, grãos e terras, são usados para fornecer carne do que plantas. Um estudo da Universidade de Minnesota demonstrou que reduzir o consumo de carne gera um impacto significativo ao meio ambiente.

A ideia não é ser radical. A conclusão do estudo foi: se você trocar um filé de 150 gramas apenas uma vez por semana por um prato de feijão, por exemplo, impedirá que o equivalente a 331 quilos de gases responsáveis pelo efeito estufa (como metano e dióxido de carbono) chegue à atmosfera em um ano.

Congele produtos frescos e sobras de comida se não tiver chance de comê-los na hora. Assim, você poderá reaproveitar o alimento antes que estrague e comê-lo em outro momento. Além de evitar o desperdício, você economiza dinheiro.

O congelamento preserva o alimento por longos períodos porque evita o crescimento de microrganismos que o deterioram e que provocam doenças. Veja aqui por quanto tempo você pode congelar alimentos antes que estraguem.

Compre produtos que usem pouca embalagem. Além de se acumularem por anos e anos até se decomporem, as embalagens também representam um risco ao ser humano.

Uma pesquisa mostrou que os frequentadores de restaurantes, especialmente fast food, correm maior risco de exposição aos produtos químicos que são desreguladores hormonais. Os participantes do estudo que haviam comido fora no dia anterior apresentaram um nível de ftalatos superior em quase 35% comparado ao nível dos que comeram em casa.

Ftalatos, também conhecidos como plastificantes, são utilizados para deixar o plástico mais flexível e durável. Estão presentes em embalagens de alimentos e têm sido associados a vários problemas de saúde, incluindo infertilidade, problemas de nascimento e câncer de mama.

Na hora de preparar suas refeições, evite preaquecer o forno. "A menos que você precise de uma temperatura de cozimento específica, comece a aquecer sua comida diretamente quando ligar o forno", orienta a ONU.

Use palitos de fósforo, pois eles não utilizam petróleo como os isqueiros plásticos (que, de quebra, têm embalagens plásticas).

Em vez de comprar alimentos de grandes empresas e supermercados, por que não estimular a economia do seu bairro comprando produtos de pequenos negócios?

"Costumamos dizer que comprar de pequeno produtor é transformador. O dinheiro fica no bairro, incentiva a trazer mais renda para dentro do município, desenvolve a comunidade. Você valoriza os pequeno empresário e estimula a inovação", ressaltou a economista e analista de negócios do Sebrae, Jacqueline Boriam.

Seja em casa, no trabalho ou em um restaurante, diminua o uso de guardanapos, assim como utensílios e canudos plásticos. Dê preferência aos guardanapos de pano, talheres, copos e canecas reutilizáveis.

Compre frutos do mar de orgiem sustentável. Para isso, use aplicativos como o "The Seafood Watch App" para se certificar que seu consumo está correto.

Você sabia que rejeitar as frutas e vegetais diferentes e até mesmo com aparência "feia" ajuda a desperdiçar alimentos bons para o consumo?

Anualmente, o País descarta cerca de 41 mil toneladas de alimentos, o que o coloca entre os 10 principais países que mais desperdiçam comida, de acordo com Viviane Romeiro, coordenadora de Mudanças Climáticas do World Resources Institute (WRI) Brasil.

"O consumidor é muito exigente em relação à estética dos alimentos. Ele rejeita aquela fruta ou legume feio, que está um pouco escurinho, mas pode ser consumido normalmente", disse Alcione Silva, que faz parte do comitê da rede Save Food Brasil, iniciativa da ONU (Organização das Nações Unidas) e parceiros para encontrar soluções ao desperdício de alimento no mundo.

O problema não está apenas no descarte após avaliação do consumidor, mas também antes mesmo de chegar até ele. Afinal, se o empresário já sabe que estes produtos não serão vendidos, ele repassa tal exigência aos produtores, e assim continua a cadeia do "desperdício".

Ainda na questão do desperdício, que tal fazer sempre uma lista antes de ir ao mercado? Assim, você saberá certinho o que comprar e vai evitar comprar alimentos desnecessários ou uma compra exagerada.

Além disso, o Guia do Preguiçoso para Salvar o Mundo reúne diversas outras dicas que englobam economia de energia, diminuição do uso de papel e uso ativo nas redes sociais. Acesse aqui o guia completo e faça a diferença no mundo a partir do seu sofá.