10/04/2018 18:55 -03 | Atualizado 11/04/2018 14:32 -03

4 exemplos de como a ideia de 'mobile' vai muito além dos smartphones

O conceito da hiperconectividade já é uma realidade.

chombosan via Getty Images
O 4G e o 5G revolucionaram a nossa hiperconectividade.

Todos os anos, as marcas, agências, indústrias e clientes interessados em pensar o futuro - e o presente - das novas tecnologias se reúnem em Barcelona para o Mobile World Congress (MWC).

Na edição de 2018, o evento que ocorreu no 1º trimestre discutiu desde as infraestruturas pensadas para cidades mais inteligentes até como as empresas atuais estão usando os dados de seus clientes em suas estratégias.

Mais do que se dedicar apenas a revelar novas tendências, o MWC se dedica a pensar em como as tecnologias já existentes podem ser mais bem aplicadas em negócios, hábitos e comportamentos em nossa sociedade.

Yves Herman / Reuters

Para analisar essa situação e os seu efeitos no mercado brasileiro, os executivos Fernando Moulin, diretor de e-business da Vivo; Rafael Magdalena, fundador da MUV (Mobile Unique Vision); e Léo Xavier, CEO da Pontomobi; além da dupla José Saad e Beatriz Carvalho, da GoAd Media, reuniram-se na última terça-feira (10), em uma mesa redonda na Oath Brasil.

Durante uma manhã, os palestrantes do Talking Trends, em conjunto com uma plateia de clientes e agências, foram convidados a se questionar: como criar um futuro melhor em um mundo de redes móveis e ultra conectado? Qual a responsabilidade corporativa nessa conjuntura? Para qual direção caminha a evolução das rede móveis?

De acordo com a GSMA, o ecossistema mobile gerou 3,6 trilhões de dólares, o equivalente a 4,5% do PIB mundial, em 2017. Contudo, 1/3 da população mundial ainda não tem acesso a conexões 3G ou 4G - que dirá 5G, a grande aposta do mercado. Ainda, 10% da população mundial está totalmente desconectada.

A disparidade do acesso à tecnologia reforça a tese defendida pelos participantes do Talking Trends: nem sempre uma nova tecnologia é revolucionária. Antes disso, as empresas precisam adotar as tecnologias já disponíveis de modo que as pessoas possam acessá-las e experimentá-las em suas capacidades máximas.

"O desafio é encontrar a relevância certa pra o uso dessas tecnologias. A inovação pela inovação não tem fundamento", argumenta Rafael Magdalena.

E para isso, o mais importante é prestar atenção em cada contexto, defende Léo Xavier.

"O 'ano do mobile' não existe. Nos já vivemos isso. São comportamentos impulsionados pelo consumidor, e as agências e empresas precisam repensar a lógica do conteúdo. Nossa audiência está no mobile. E para isso precisamos pensar em como esse contexto é importante. Precisamos de planejamento. E precisamos entender que nessa fase, formato é o novo conteúdo."

Yves Herman / Reuters

E é pensando nisso que marcas e empresas estão investindo cada vez mais em explorar novas plataformas que levem em consideração a entrega de diferentes experiências para os seus consumidores. Exemplo disso são os projetos em que se utiliza a realidade virtual e a realidade aumentada, além do uso cada vez mais inteligente de dados e sensores em produtos.

A partir da discussão do MWC, listamos 4 bons exemplos de como a nossa hiperconectividade e o mundo mobile já estão muito além do nosso queridinho smartphone:

É possível existir um banho inteligente?

A empresa Livin está lançando no mercado um chuveiro que vai ressignificar aquilo que você conhece como um banho relaxante. O aparelho inteligente controla a temperatura da água e possui sistema de áudio embutido, assim, você escolhe as suas músicas favoritas para, literalmente, cantar no box. Além disso, o produto é desenvolvido de forma a economizar água e energia, contribuindo para que as casas se tornem cada vez mais sustentáveis.

A nova forma de dar aquela 'cutucada' em quem não te deixa dormir...

O travesseiro inteligente da Zeeq possui sensores que coletam dados durante o seu sono. Você monitora os seus ciclos e até a sua respiração. Se por acaso você divide a cama com alguém que costuma roncar, o travesseiro também te ajuda. Ao notar uma respiração um pouco mais forte ou fora do normal, os sensores dão uma leve vibrada para incentivar que a pessoa mude de posição. Ainda, é possível escolher trilhas sonoras para o seu sono por meio de um sistema de áudio embutido.

Uma experiência de realidade virtual (VR) em uma loja de materiais de construção

A empresa americana Lowe's está revolucionando o ramo dos materiais de construção. Em pequenos laboratórios de realidade virtual, os clientes da Lowe's são convidados a participar de uma imersão em que aprendem a como utilizar os produtos ou fazer pequenas reformas em suas casas.

Como a realidade aumentada (AR) pode surpreender os seus consumidores

Os cases de realidade aumentada na publicidade estão se tornando cada vez melhores. A Pepsi Max surpreendeu os moradores de Londres com uma ativação nos pontos de ônibus. Enquanto esperavam pelo transporte público, as pessoas assistiam em um visor interativo a intervenção de realidade aumentada que mostrava desde pessoas voando de balões até monstros assustadores caminhando pela cidade.