POLÍTICA
06/04/2018 19:54 -03 | Atualizado 10/04/2018 16:13 -03

Meirelles entrega pasta da Fazenda, mas não confirma candidatura à Presidência

Ex-ministro foi substituído por Eduardo Guardia e deixou cargo enaltecendo ‘fim da crise econômica’ no Brasil.

Meirelles (à direita) com o presidente Temer: parceria desfeita nesta sexta-feira (6).
Adriano Machado / Reuters
Meirelles (à direita) com o presidente Temer: parceria desfeita nesta sexta-feira (6).

Henrique Meirelles (MDB) não é mais ministro da Fazenda do governo Michel Temer. Interessado em concorrer ao Palácio do Planalto, o emedebista é um dos 8 ministros que deixaram o governo nesta sexta-feira (6) de olho nas eleições de outubro.

A pasta, a partir de agora, será ocupada por Eduardo Guardia, que terá a missão, segundo Meirelles, de "perseverar, ter coragem de continuar nas medidas certas e persistir nesse caminho que levou o País à rota do crescimento", pois "esse legado não pode ser perdido".

O ex-ministro da Fazenda evitou, no entanto, confirmar se sua saída antecipada da pasta está atrelada a uma possível candidatura às eleições para presidência da República. "Deixo essa missão, mas não deixo, e nunca deixarei de servir ao Brasil', desconversou.

Ele deixou o PSD e se filiou ao MDB na última terça-feira (3) de olho na cadeira atualmente ocupada por Temer. Mas não há nem certeza dentro do partido de que ele será o candidato. O presidente Michel Temer tem demonstrado interesse em concorrer e tem a preferência.

Meirelles, que foi presidente do Banco Central durante o governo Lula e atualmente exercia a função de ministro da Fazenda, tentou passar, durante os quase 6 minutos de pronunciamento, a imagem de um País que não está mais em crise econômica. E culpou, sempre que teve a chance, a gestão anterior (da presidenta Dilma Rousseff) pelos problemas que o Brasil enfrentou.

"Considerei sempre que era uma prioridade fundamental tirar o Brasil da crise e colocar em uma rota de crescimento. Em 16 encontramos desemprego, inflação, perda de renda e aumento da pobreza. Foram esses os herdeiros legítimos da irresponsabilidade fiscal, do desprezo pelos recursos públicos, a falta de respeito com os pagadores de impostos. Tivemos a coragem de submeter ao Brasil a agenda econômica correta. Qualquer pai de família sabe que em momentos de crise temos que tomar decisões difíceis. Os resultados estão aí: a inflação nunca esteve tão baixa, a recessão foi superada e o desemprego começou a cair. O mais importante é que estamos criando empregos. Temos que respeitar esse problema e continuar trabalhando, pois há consequencias da crise que continuam a ser enfrentadas."

Mais mudanças

O Diário Oficial da União publicou a exoneração de mais 7 ministros de Michel Temer. Seis deles deixaram o cargo para concorrer nas eleições de outubro.

São eles: Marx Beltrão (Turismo), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social), Fernando Coelho (Minas e Energia), Leonardo Picciani (Esporte) e José Sarney Filho (Meio Ambiente).

Dyogo Oliveira, ex-ministro do Planejamento, deixou a pasta para assumir a presidência do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social).