POLÍTICA
06/04/2018 21:25 -03 | Atualizado 06/04/2018 21:37 -03

Lula não se entregou. E agora, o que acontece?

O ex-presidente ignorou a opção de se entregar voluntariamente à Justiça até as 17h desta sexta-feira (6).

Lula não deu a entender em momento algum que vá tentar deixar o País para evitar a prisão. Agora, mesmo que queira, dificilmente conseguirá, mesmo ainda estando de posse de seu passaporte.
AFP/Getty Images
Lula não deu a entender em momento algum que vá tentar deixar o País para evitar a prisão. Agora, mesmo que queira, dificilmente conseguirá, mesmo ainda estando de posse de seu passaporte.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não atendeu ao pedido do juiz Sérgio Moro e ignorou a opção de se entregar voluntariamente à Justiça até as 17h desta sexta-feira (6).

A pergunta que fica no ar nesse momento é: O que acontece agora?

Cumprimento da prisão

Desde às 17h desta sexta-feira, a Polícia Federal tem direito de fazer cumprir a ordem de prisão expedida pelo juiz Sérgio Moro. Para isso, os homens da PF estão liberados, inclusive, para fazer o uso da força, caso haja resistência à prisão.

Fuga do País

Lula não deu a entender em momento algum que vá tentar deixar o País para evitar a prisão. Agora, mesmo que queira, dificilmente conseguirá, mesmo ainda estando de posse de seu passaporte.

Como há controle da entrada e saída de pessoas nas fronteiras do País, assim como em portos e aeroportos, o ex-presidente não teria como passar despercebido caso resolvesse tentar deixar o Brasil.

Horário para prisão

O ex-presidente pode ser preso em qualquer horário – do dia e da noite – se insistir em permanecer na sede do Sindicato dos Metalúrgicos em São Bernardo do Campo. Se for para sua residência, no entanto, a situação muda de figura.

A lei prevê que a residência de uma pessoa é um asilo inviolável e que a entrada à força só pode ser feita durante o dia. O horário estabelecido como "dia" é entre 18h e 6h da manhã.

Condenação

O ex-presidente foi condenado pelo TRF-4 em 24 de janeiro a 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.