POLÍTICA
06/04/2018 20:53 -03 | Atualizado 06/04/2018 22:03 -03

Lula deve esperar até domingo para se entregar, diz Ivan Valente

“No sábado (7), vai haver a missa em homenagem ao aniversário da Marisa, e ele estará presente.“

O ex-presidente deve se pronunciar depois da missa em homenagem ao aniversário de Marisa.
Victor Moriyama via Getty Images
O ex-presidente deve se pronunciar depois da missa em homenagem ao aniversário de Marisa.

No Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, na noite desta sexta-feira (6), em São Bernardo do Campo, o deputado Ivan Valente (PSol-SP) garantiu que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não vai se entregar à Polícia Federal nesta noite.

"A Polícia Federal está em contato com os representantes do ex-presidente. Ele não vai se entregar nesta noite", disse ai HuffPost Brasil.

Segundo ele, o processo está praticamente pacificado até, pelo menos, amanhã às 12h. "A ideia de Lula é esperar até domingo (8) para ir a Curitiba. No sábado (7), vai haver a missa em homenagem ao aniversário da Marisa [Letícia, esposa do petista morta ano passado] e ele estará presente. O ex-presidente vai se pronunciar após o evento", disse o deputado.

O deputado garantiu, ainda, que os manifestantes não poderão contar com o pronunciamento do ex-presidente nesta sexta.

O ex-prefeito Fernando Haddadtambém foi ao encontro de Lula -- ele chegou ao sindicato por volta das 20h. Sobre o carro de som, a candidata à presidência pelo PCdoB, Manuela D'Avila, a senadora Gleisi Hoffman (PR) e o senador Lindenberg Farias (RJ) se pronunciaram aos manifestantes em defesa do ex-presidente.

Recurso

Enquanto Lula não se entrega, a defesa tenta ganhar tempo. Depois de ter tido um habeas corpus negado pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) na tarde desta sexta-feira (6), os advogados recorreram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para tentar impedir a prisão.

O pedido está nas mãos do ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato na corte.

Os advogados do petista fizeram a mesma alegação que foi encaminhada ao STJ. Eles argumentam que o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba (PR), deveria ter esperado o fim da tramitação do processo no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) para expedir o mandado de prisão.

A defesa tem até a próxima terça-feira (10) para apresentar os embargos dos embargos, um tipo de recurso.

O ex-presidente foi condenado pelo TRF-4 em 24 de janeiro a 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Em 26 de março, o tribunal negou os embargos de declaração.

No despacho, Moro afirmou que não cabiam mais recursos que pudessem evitar a prisão no TRF-4. "Hipotéticos embargos de declaração de embargos de declaração constituem apenas uma patologia protelatória e que deveria ser eliminada do mundo jurídico", escreveu.