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05/04/2018 20:57 -03 | Atualizado 06/04/2018 12:28 -03

Lula: Prisão é 'sonho de consumo' de Moro

Em entrevista à CBN, o ex-presidente afirmou que o juiz Sérgio Moro age politicamente para impedir a sua defesa.

Moro decretou na tarde desta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Reuters
Moro decretou na tarde desta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva considerou "absurda" a determinação do juiz Sérgio Moro para que ele se apresente à Polícia Federal (PF). Em entrevista a Kennedy Alencar, comentarista da CBN, o ex-presidente afirmou que a sua prisão é o "sonho de consumo" de Moro.

O juiz decretou na tarde desta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada após o STF (Supremo Tribunal Federal) negar o pedido de habeas corpus preventivo, em 4 de abril. A defesa pediu ao tribunal que o ex-presidente respondesse em liberdade até o fim do processo.

À CBN, Lula afirmou que está aguardando as orientações dos seus advogados para se apresentar à PF. O ex-presidente, ainda, criticou Moro por não ter aguardado o fim do julgamento no TRF-4. Até o dia 9 de abril, o petista teria um último recurso a ser julgado. Para Lula, a pressa de Moro explicita que o juiz estaria agindo "politicamente" para impedir a sua defesa.

Após a ordem de prisão, Lula reúne-se com aliados na sede do Sindicato de Metalúrgicos do ABC, em São Paulo.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou os embargos de declaração, recurso apresentado pela defesa.

No despacho, Moro determina a autorização dos mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva. Os 2 primeiros já estão recolhidos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com o documento, Lula tem até as 17h desta sexta-feira (6) para se apresentar à Polícia Federal de Curitiba. Os detalhes serão combinados pela defesa com o delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná.

Será separada uma sala reservada, na Superintência da Polícia Federal para o início do cumprimento da pena. O ex-presidente ficará separado dos demais presos, "sem qualquer risco para a integridade moral ou física", de acordo com o juiz.