POLÍTICA
05/04/2018 18:10 -03 | Atualizado 05/04/2018 18:20 -03

Após STF negar habeas corpus, Sérgio Moro determina prisão do ex-presidente Lula

A decisão foi tomada após o STF (Supremo Tribunal Federal) negar o pedido de habeas corpus preventivo, em 4 de abril.

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou os embargos de declaração, recurso apresentado pela defesa.
AFP/Getty Images
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou os embargos de declaração, recurso apresentado pela defesa.

O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba (PR), responsável pelos processos da Operação Lava Jato na 1ª instância, decretou na tarde desta quinta-feira (5) a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão foi tomada após o STF (Supremo Tribunal Federal)negar o pedido de habeas corpus preventivo, em 4 de abril. A defesa pediu ao tribunal que o ex-presidente respondesse em liberdade até o fim do processo.

Lula foi condenado a 12 anos e 1 mês de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) negou os embargos de declaração, recurso apresentado pela defesa.

No despacho, Moro determina a autorização dos mandados de prisão para execução das penas contra José Adelmário Pinheiro Filho, Agenor Franklin Magalhães Medeiros e Luiz Inácio Lula da Silva. Os 2 primeiros já estão recolhidos na carceragem da Polícia Federal em Curitiba.

De acordo com o documento, Lula tem até as 17h desta sexta-feira (6) para se apresentar à Polícia Federal de Curitiba. Os detalhes serão combinados pela defesa com o delegado da Polícia Federal Maurício Valeixo, superintendente da Polícia Federal no Paraná.

"Relativamente ao condenado e ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, concedo-lhe, em atenção à dignidade cargo que ocupou, a oportunidade de apresentar-se voluntariamente à Polícia Federal em Curitiba até as 17:00 do dia 06/04/2018, quando deverá ser cumprido o mandado de prisão. Vedada a utilização de algemas em qualquer hipótese", escreveu Moro.

Será separada uma sala reservada, na Superintência da Polícia Federal para o início do cumprimento da pena. O ex-presidente ficará separado dos demais presos, "sem qualquer risco para a integridade moral ou física", de acordo com o juiz.