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27/03/2018 06:00 -03 | Atualizado 27/03/2018 10:12 -03

7 lições que o Brasil ainda não aprendeu desde o 7 a 1 para a Alemanha

Calendário bagunçado, cartolas investigados, falta de valorização dos atletas do País... Lista ainda é grande!

David Luiz chora após derrota do Brasil por 7 a 1 da Alemanha, no Mineirão, em 2014.
Eddie Keogh / Reuters
David Luiz chora após derrota do Brasil por 7 a 1 da Alemanha, no Mineirão, em 2014.

Já se passaram quase 4 anos desde a fatídica semifinal da Copa do Mundo de 2014, mas cada um dos 7 gols da Alemanha sobre a Seleção Brasileira naquele inesquecível 8 de julho, no estádio do Mineirão, permanece vivo na memória do torcedor.

Nesta terça-feira (27), às 15h45 (horário de Brasília), brasileiros e alemães se reencontrarão pela primeira vez desde o Mundial, em amistoso marcado para a cidade de Berlim e preparatório para a Copa da Rússia.

Apesar de os jogadores serem praticamente todos diferentes daquele embate (apenas Fernandinho e Marcelo estarão em campo pelo Brasil) e de o clima que envolve o novo duelo não passar nem perto da atmosfera de uma semifinal de Copa, é inevitável pensar no 7 a 1 do Mineirão. E no quanto o futebol brasileiro aprendeu – ou não com a derrota.

Divulgação/CBF
Tite vem fazendo um bom trabalho na Seleção, mas ainda falta muito para apagar o 7 a 1.


Enumeraremos a seguir 7 lições que o futebol brasileiro ainda NÃO aprendeu desde a Copa 2014.

1. Emparelhar o calendário com o do futebol europeu

O futebol brasileiro teima em manter o calendário fora de sincronia com o do resto do mundo, especialmente em relação ao europeu.

2. Valorizar os jogadores do próprio País

É inegável que os grandes talentos do futebol brasileiro atuam fora do País, mas ainda há, em território nacional, jogadores que mereciam um olhar mais atento do técnico Tite e, certamente, uma chance na seleção, casos do goleiro Vanderlei (Santos) e do atacante Luan (Grêmio). O treinador, no entanto, prefere manter nomes questionáveis, como Neto (Valencia) e Roberto Firmino (Liverpool), ignorando os talentos que estão por aqui. A Alemanha, por outro lado, tem 16 dos 26 convocados atuando no próprio país.

3. Seleção é momento...#sqn

Divulgação/Santos FC
Ausência de Vanderlei, goleiro do Santos, sempre é questionada nas convocações de Tite.

Quando estão fora do comando da seleção, todos os treinadores alinham o discurso e dizem ser fundamental convocar os melhores do momento. Tite era um deles, mas, desde que se sentou no banco da equipe nacional, parece ter se esquecido da regra. Dudu, do Palmeiras, Luan e Geromel, do Grêmio, Vanderlei, do Santos, são alguns exemplos deixados para trás. Rodrigo Caio, mesmo em momento ruim no São Paulo, Fagner, que há tempos não é eficaz no Corinthians, e Giuliano, do Fenerbahçe, que não tem produzido mais do que o palmeirense Lucas Lima, parecem ser imunes ao mau rendimento em seus clubes.

4. Família não ganha jogo

Outro erro que a Seleção Brasileira insiste em cometer é em relação à família. Mas não à família estilo 'Scolari', que fez sucesso em 2002 na conquista do penta e fracassou em 2014. Tite já avisou que os familiares de todos os membros da Seleção Brasileira que forem à Copa da Rússia ficarão hospedados junto com a família. Embora haja o lado positivo, talvez seja difícil para Tite manter o foco dos jogadores com os parentes tão próximos.

5. Cartolas acima de tudo

Os cartolas continuam dando as cartas no futebol brasileiro e talvez esse seja o ponto que mais atrapalhe a evolução do esporte no País. Entre um escândalo de corrupção e outro na cúpula da CBF e das federações estaduais, inovações, como a utilização do árbitro de vídeo, são ignoradas pelos dirigentes, sob a alegação de "custarem muito caro".

6. Nível técnico muito baixo

Se o futebol da Seleção Brasileira atualmente até agrada ao torcedor, o mesmo não se pode dizer do nível técnico das competições internas. Os falidos Campeonatos Estaduais têm jogos invariavelmente ruins, mesmo quando envolvem grandes times. A culpa, além do fraco nível técnico de boa parte dos atletas, é também dos treinadores, que preferem apostar em um futebol que prioriza não perder ao invés de tentar ganhar.

7. Público longe dos estádios

O Brasil também ainda não aprendeu a chamar o público para os estádios. Salvo raras exceções, como Palmeiras e Corinthians quando jogam em suas casas, as partidas dificilmente são disputadas com casas cheias.

A média de público dos jogos do Brasileirão, principal competição do País, não chega a 20 mil pessoas. Tal número a deixa de fora das 10 maiores do futebol mundial, atrás até da Major League Soccer, dos Estados Unidos, e da Segunda Divisão da Inglaterra.

Pelos motivos citados acima, parece que, independentemente do resultado do amistoso desta terça-feira na Alemanha, o futebol brasileiro ainda terá que evoluir muito para parar de perder eternamente por 7 a 1 para os rivais.

Relembre no vídeo abaixo como foi o inesquecível 7 a 1 do Mineirão.