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25/03/2018 10:54 -03 | Atualizado 25/03/2018 12:50 -03

'Marcha pelas nossas Vidas': As imagens memoráveis de atos contra as armas em Nova York

Movimento foi comandado por sobreviventes do massacre em uma escola da Flórida em fevereiro e contou com presença de astros como Paul McCartney.

Ex-Beatle Paul McCartney se junta a mobilização durante a 'Marche pelas nossas Vidas', que exige controle de armas nas cidades norte-americanas.
Shannon Stapleton / Reuters
Ex-Beatle Paul McCartney se junta a mobilização durante a 'Marche pelas nossas Vidas', que exige controle de armas nas cidades norte-americanas.

'March for our Lives' (Marche pelas nossas Vidas). Essa era a frase do cartaz que o ex-Beatle Paul McCartney carregou pelas ruas de Nova York no sábado (24), em meio a milhares de pessoas que se juntaram para pedir a regularização da venda de armas nos Estados Unidos.

Paul, que vestia uma camisa preta com os dizeres 'we can end gun violence' (nós podemos acabar com a violência das armas), lembrou que seu ex-companheiro de Beatles, John Lennon, morreu em 1980 assassinado com quatro tiros por Mark David Chapman, esquizofrênico e que tinha acesso às armas.

Além de Sir. Paul, artistas como Ariana Grande, Miley Cirus e Jennifer Hudson também participaram da manifestação marcando presença nas ruas de Washington.

JASON REDMOND / Reuters
Estudantes carregam faixa durante a Marcha pelas nossas Vidas pedindo controle na venda de armas de fogo em Seattle.

O movimento reuniu mais de meio milhão de pessoas somente em Washington e foi comandado por sobreviventes do massacre em uma escola localizada em Parkland, Flórida, que deixou 17 mortos no último mês de fevereiro.

Adam Buchwald, um dos sobreviventes ao tiroteio na escola Marjory Stoneman Douglas, afirmou que o foco principal da manifestação é quebrar o bloqueio legislativo que há muitos anos impede o aumento na restrição da venda de armas de fogo.

JASON REDMOND / Reuters
"Mudem nossas leis ou mudem o Congresso", pediu um dos cidadãos durante a Marcha pelas nossas Vidas em Seatle.

Outro sobrevivente do massacre, David Hogg, disse a Agência Reuters que "o sol estava iluminando um novo dia" e que já era possível escutar "as pessoas no poder tremendo".

Slogans como 'Quem será o próximo?' foram os mais vistos em faixas e cartazes ao longo da manifestação que uniu em um só pedido mais de 800 cidades dentro e fora dos Estados Unidos, segundo os organizadores do evento.

JASON REDMOND / Reuters
Gregory Pleasant, de 17 anos, e Elijah Lewis, 18, também protestaram e pediram maior controle na venda de armas.

Números assustadores

Os números mostram que somente em 2018 3.159 pessoas morreram com incidentes envolvendo armas de fogo nos Estados Unidos - 737 menores de 17 anos.

Desde o início do ano foram registrados 49 tiroteios no país. Os números levaram a população a se mobilizar e pedir um basta nas atuais leis que regem a venda de armas em território norte-americano.

Patrick Fallon / Reuters
Centro de Los Angeles, na Califórnia, também reuniu milhares de manifestantes na Marcha pelas nossas Vidas.