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15/03/2018 14:14 -03 | Atualizado 15/03/2018 14:14 -03

O luto por Marielle Franco no lançamento da série inspirada na Lava Jato

“Isso é uma tragédia", define José Padilha, diretor e criador da série O Mecanismo.

Montagem/Divulgação/Facebook
Enrique Diaz sobre a morte de Marielle Franco: "Não consigo deixar de pensar nisso".

O assassinato a tiros da vereadora Marielle Franco (PSol) foi definido como "uma história terrível para o Brasil" pelo ator Enrique Diaz. "Isso é uma tragédia. Tem tudo a ver com as escolhas que a gente faz", acrescentou o diretor José Padilha. "Representa, na verdade, o que acontece todos os dias nas comunidades", emenda o ator Jonathan Haagensen.

Diaz, Padilha e Haasagensen tocaram no assunto enquanto falavam sobre corrupção, ao lançarem a série O Mecanismo, da Netflix, inspirada na Operação Lava Jato, nesta quinta-feira (15), no Rio de Janeiro.

Ao falar sobre seu personagem, que é um vilão, Diaz desabafou: "não consigo deixar de pensar nisso. A vida que você escolhe levar. Uma pessoa super militante em vários sentidos executada desse jeito. Isso tem muito a ver com as escolhas que a gente faz no sentido de lutar por mais igualdade".

Criador e diretor da série, José Padilha destacou que há uma repetição desses fenômenos. "Entra governo sai governo e a estrutura continua, independentemente de partido."

"A gente só está sabendo porque ela é conhecida, imagina as pessoas que não tem a voz que ela tem. É uma coisa que acontece todos os dias", incluiu o ator Jonathan Haasagensen.

Marielle Franco foi morta a tiros na última quarta-feira (14), quando voltava evento "Jovens Negras Movendo as Estruturas". Além da vereadora, morreu o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes.

Ela era relatora da Comissão da Câmara de Vereadores do Rio criada para acompanhar a atuação das tropas na intervenção federal na área de segurança do Rio.

Nos últimos dias, Marielle denunciou nos últimos dias ações de violência da Polícia Militar em operações na Favela de Acari, na Zona Norte do Rio.