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15/03/2018 17:13 -03 | Atualizado 15/03/2018 19:23 -03

As imagens do luto e o pedido por justiça para a vereadora Marielle Franco, assassinada no Rio

Comoção, resistência e muitos aplausos ecoaram no velório da vereadora e do motorista Anderson Gomes, que aconteceu hoje na Câmara Municipal do Rio.

Dos gritos por justiça ao silêncio inconformado. O velório da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, que aconteceu na Câmara Municipal, região central do Rio de Janeiro, na tarde desta quinta-feira (15) foi marcado por um luto inconsolável, e uma luta resistente. Um dia após sua morte, uma multidão ocupou a Cinelândia à espera da passagem do caixão.

Ricardo Moraes / Reuters

A socióloga foi assassinada a tiros em seu próprio carro na noite da última quarta-feira (14), após denunciar ações truculentas da Polícia Militar. Manifestantes carregavam cartazes e faixas homenageando Marielle, mas também gritavam palavras de ordem, de resistência e pedidos por justiça.

Ricardo Moraes / Reuters

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​​​​​O velório estava marcado para às 11h, mas o corpo de Marielle só chegou por volta das 14h30.

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Manifestantes fizeram um corredor para a passagem do caixão. O deputado Marcelo Freixo, do PSOL, ajudou a carregá-lo.

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Marielle foi assassinada com quatro tiros na cabeça na noite de ontem, quando retornava de um evento ligado ao movimento negro, na Lapa.

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No caminho para casa, no bairro Tijuca, a parlamentar teve sua vida interrompida quando criminosos emparelharam com o carro e atiraram nove vezes. Ela estava no banco de trás do carro e nenhum pertence foi levado.

Agência Brasil

Os tiros também atingiram Anderson Gomes, que trabalhava como motorista para o aplicativo de transporte Uber e prestava serviços pontuais para Marielle. Ele estava desempregado e fazia bicos como motorista de app.

Ricardo Moraes / Reuters

A polícia suspeita que o carro foi seguido por cerca de 4 km antes da possível execução. Os corpos foram velados na Câmara dos Vereadores.

Ricardo Moraes / Reuters

O deputado federal, Chico Alencar, acusou Polícia Militar pelo assassinato. "É triste, muito triste, mas essa condição da morte da Marielle não é uma novidade. Basta ver o que aconteceu com a juíza Patrícia Acioli, assassinada em Niterói por combater PMs corruptos", disse ao G1. "No Brasil é assim: qualquer um que lute contra a corrupção e defenda os direitos humanos está em risco. E as forças de segurança, é claro, não fazem nada."

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O corpo da vereadora foi recebido com muita emoção pelo público do lado de fora da Câmara. Eles gritavam "Marielle, presente!".

Antes de o corpo chegar, um cordão de mulheres negras foi montado nas escadarias da Câmara dos Vereadores. Elas cantaram a canção "Você vai se arrepender de levantar a mão pra mim", de Elza Soares.

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Além de Elza Soares, gritos de resistência ecoaram durante o ato. "Companheira me ajuda, que eu não posso andar só. Eu sozinha ando bem. Mas com você ando melhor", cantaram as mulheres presentes na manifestação.

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Atos pelo Brasil

Além do Rio de Janeiro, protestos por Marielle Franco foram marcados em mais de 10 capitais do Brasil. Em São Paulo, manifestantes se reuniram no vão do Masp, na Avenida Paulista, a partir das 17h de hoje. Em Belo Horizonte, a concentração acontecerá na Praça da Estação, a partir das 17h30.

Acontecerá um novo ato no Rio de Janeiro, também a partir das 17h, em frente à Alerj.