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13/03/2018 12:22 -03 | Atualizado 13/03/2018 12:22 -03

Desabamento de prédio em Salvador deixa mortos e desaparecidos

Imóvel foi construído de forma irregular e provável causa do acidente foi falha técnica, junto com chuvas.

Reprodução / TV Globo
Desabamento de prédio de 3 andares causa interdição em imóveis vizinhos.

Um prédio de 3 andares desabou na manhã desta terça-feira (13), em Salvador, e causou a morte de Robert Pereira, 12 anos, e de seu tio, Alan Pereira de Jesus, 31 anos.

Permanecem soterrados a mãe de Robert, Rosimeiry Pereira, 31 anos, e seu outro filho, Artur, 1 ano, de acordo com o jornal A Tarde.

Foram resgatados dos escombros e levados para hospitais Alex Pereira de Jesus, 29, sua esposa Beatriz, 30, além de outra pessoa identificada como Sabrina Menezes. Outras duas seguiam desaparecidas nos escombros até o fim desta manhã, de acordo com o G1.

O desabamento ocorreu por volta das 6h da manhã na Rua Alto de São João, no bairro de Pituaçu, na capital baiana. Segundo os vizinhos, pelo menos 6 pessoas viviam no local. Os bombeiros continuam vasculhando os destroços.

O acidente foi a ocorrência mais grave registrada nesta terça na cidade devido à forte chuva na região, segundo a Defesa Civil de Salvador (Codesal). Também foram registrados acidentes de trânsito, deslizamentos e alagamentos em diversos pontos de Salvador.

A Defesa Civil ainda não informou as condições do prédio. Segundo a assessoria de imprensa da prefeitura de Salvador, o imóvel foi construído recentemente, de forma irregular e não ocupava área de risco.

O diretor-geral da Defesa Civil de Salvador, Sosthenes Macedo, afirmou que o prédio tinha 5 anos e que era dividido em 4 pavimentos: subsolo, térreo, primeiro e segundo andar, segundo o G1.

De acordo com Macedo, uma avaliação será feita posteriormente, mas a causa provável foi uma falha técnica associada à chuva. "Os engenheiros informam que muito provavelmente foi uma falha na técnica de construção da edificação, que pode ter gerado esse tipo de situação, somado com a chuva desse período, que apenas nas últimas 12 horas passou em 50% da perspectiva para todo o mês de março", afirmou.

Na região do acidente, 6 residências vizinhas serão embargadas temporariamente para verificação das condições de segurança. Para facilitar o resgate, uma dessas casas teve que ser parcialmente demolida.

Em nota, a prefeitura lamentou a tragédia e afirmou que as famílias atingidas terão assistência da Secretaria de Promoção Social e Combate à Pobreza (Semps) e receberão auxílio-moradia. O benefício é de R$ 300, e o auxílio-emergência vai de 1 a 3 salários mínimos a depender das perdas. A Secretaria recomenda que os moradores não voltem à região por questões de segurança.

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