POLÍTICA
12/03/2018 09:28 -03 | Atualizado 12/03/2018 09:28 -03

Kassab defende candidatura de Alckmin na presidência e mira cadeira de vice-governador em SP

À rádio Jovem Pan, Kassab disse que deve deixar o ministério para "contribuir com a eleição".

Geraldo Alckmin (esq.) e Gilberto Kassab (dir.).
AFP via Getty Images
Geraldo Alckmin (esq.) e Gilberto Kassab (dir.).

Em entrevista ao Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan, nesta segunda-feira (12), o ministro Gilberto Kassab (PSD) defendeu a candidatura do governador Geraldo Alckmin (PSDB) ao Planalto em 2018 e elogiou o legado de 20 anos dos tucanos no estado de São Paulo.

A declaração é o pontapé para o apoio à campanha política de Alckmin e resultado de articulações políticas entre o PSDB e o PSD. Essa articulação já havia sido defendida no início do ano por Kassab.

Para o ministro da Ciência, Tecnologia e Comunicações, a melhor estratégia do PSDB é manter o nome do governador na disputa pelo Planalto e emplacar João Doria, atual prefeito de São Paulo, no governo do estado.

O interesse de Kassab nesse combo vai além da estratégia política. O ministro argumenta que a cadeira de vice-governador do estado de São Paulo deve ser ocupada por seu partido, o PSD (Partido Social Democrático).

À rádio Jovem Pan, Kassab também disse que deve se desincompatibilizar do ministério. "Não sei a que cargo vou me candidatar, mas vou deixar o ministério para pensar como vou contribuir com essas eleições", declarou. O mais provávél é que seja cadidato a vice de Doria, no governo do estado.

O PSD estudava lançar candidato a Presidência. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, é um dos favoritos do mercado financeiro para concorrer a presidente. Entretanto, o nome de Meirelles não tem decolado nas pesquisas nem agradado ao partido de Kassab.

Para o governo paulista, o PSDB tem até 25 de março para escolher, em prévias, o candidato do partido à sucessão de Alckmin.

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