LGBT
09/03/2018 13:47 -03 | Atualizado 12/03/2018 11:03 -03

5 filmes que vão abrir a sua mente para a transexualidade (e que estão na Netflix)

Do documentário 'A morte e a vida de Marsha P. Johnson' até o longa 'Meu nome é Ray'.

A morte e a vida de Marsha P. Johnson, Crescendo como Coy e Laerte-se estão disponíveis na Netflix.
Divulgação/Netflix
A morte e a vida de Marsha P. Johnson, Crescendo como Coy e Laerte-se estão disponíveis na Netflix.

Viver em um corpo que não te pertence. Conviver com a noção de que, por se identificar um outro gênero do que aquele que foi designado a você no nascimento, estigmas e preconceitos te seguirão da vida. E fazer disso uma revolução, uma luta por direitos.

Esta é, em parte, a realidade de pessoas transgênero, assim como a ativista trans norte-americana Marsha P. Johnson (1945-1992). A história dela, nos Estados Unidos, assim como da cartunista Laerte, no Brasil, estão retratados em produções audiovisuais que tentam mostrar uma parcela desse universo.

Além dos documentários acima, os filmes A Garota Dinamarquesa e Meu Nome é Ray, por mais que não sejam interpretador por atores transgênero, de fato, podem servir de faísca para quem quer entender melhor o universo transgênero de perto. E todos estão disponiveis na Netflix:

1. A morte e a vida de Marsha P. Johnson

Reprodução/Netflix

Destaque no Festival de Cinema de Tribeca de 2017, o documentário A morte e a vida de Marsha P. Johnson apresenta um novo olhar sobre a polêmica morte da ativista Marsha P. Johnson, em 1992. Pioneira na luta pelos direitos da comunidade LGBT nos EUA, Marsha foi uma das personalidades que impulsionaram a Revolta de Stonewall em 28 junho de 1969 – evento que deu origem ao Dia do Orgulho LGBT.

Em julho de 1992, ela foi encontrada morta no rio Hudson, em Nova York. Na época, a polícia concluiu que o caso se tratava de um suicídio. Companheiros de ativismo e pessoas próximas a Marsha, no entanto, nunca acreditaram nessa versão. Vinte e cinco anos depois, o filme dirigido por David France apresenta novas informações sobre o caso. Assista ao trailer.

2. Laerte-se

Divulgação/Netflix

"Por que eu estou sendo alvo dessa câmera? Eu tenho uma certa resistência a me ver como objeto de investigação ou atenção". É com esta fala que o documentário Laerte-se, centrado na cartunista e dirigido pela cineasta Lygia Barbosa da Silva e pela jornalista Eliane Brum, começa.

O filme, produzido pela Tru3Lab e exibido no festival de documentários É Tudo Verdade em 2017, tenta mostrar, de forma delicada e realista, os aspectos da vida da cartunista que, durante anos, se identificou como "o" Laerte, e há cerca de 8 anos compartilhou sua identidade transgênero com o mundo. Assista ao trailer.

3. Meu Nome é Ray

Divulgação/Netflix

Viver em um corpo que parece não lhe pertencer. Todo ano, no dia de seu aniversário, fazer um pedido: ser um menino. A história de Ramona, uma jovem de 16 anos que não vê a hora de começar a se libertar de seu corpo feminino é contada no filme Meu Nome é Ray, de Gaby Dellal.

Ray, interpretado por Elle Fanning, vive um impasse quando sua mãe, interpretada por Naomi Watss, precisa pedir autorização de seu pai para que ele possa iniciar o tratamento hormonal. Pai este praticamente ausente em sua vida e já com uma nova família. Assista ao trailer.

4. A Garota Dinamarquesa

Divulgação

A Garota Dinamarquesa, baseado no livro de Davis Ebershoff e dirigido por Tom Hooper, tenta trazer à tona a verdadeira história de Lili Elbe (1882-1931), conhecida por ser uma das primeiras pessoas transgênero a fazer a cirurgia de mudança de sexo. Antes disso, Elbe vivian como Einar Wegener, um pintor bem-sucedido casado com a também pintora Gerda Wegener, na Copenhagen da década de 1920.

Atormentado, ele contemplava o suicídio por não compreender sua identidade. Interpretado por Eddie Redmayne, que levou o Oscar por sua interpretação em A Teoria de Tudo, a personagem entra em uma espiral de questionamentos sobre seu gênero. Assista ao trailer.

5. Crescendo como Coy

Divulgação

Batalha. Não poderia ter outro nome o processo em que uma família norte-americana passou quando a escola de sua filha, uma menina trans, a proibiu de usar o banheiro feminino da escola. Esta história é contada no documentário Crescendo como Coy, da Netflix.

A produção traz o olhar de como a desinformação e intolerância podem ser crueis com transgêneros desde a infância, mas fala também sobre o poder de uma família acolhedora e disposta a lutar por direitos. Assista ao trailer.