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04/03/2018 11:34 -03 | Atualizado 04/03/2018 11:34 -03

5 atletas brasileiros processados por não pagar pensão alimentícia

Giba, astro do vôlei, evitou prisão após saldar dívida de R$ 80 mil com ex-mulher com quem tem dois filhos.

Montagem/Reprodução/Instagram/Sportv
Roberto Carlos, Giba e Edílson Capetinha são alguns dos ex-jogadores que deixaram de pagar pensão.

Giba, ex-astro da seleção brasileira de vôlei, virou notícia nesta semana ao receber uma enxurrada de críticas por ter ficado devendo mais de R$ 80 mil em pensão alimentícia para seus dois filhos, de 10 e 14 anos. Os pequenos são frutos do casamento de Giba com a também ex-jogadora Cristina Pirv.

O eterno galã das quadras de vôlei, no entanto, não está sozinho quando o assunto envolve atletas (ou ex-atletas) e pagamento de pensão.

Uma verdadeira seleção de craques, todos com carreiras construídas à base de altíssimos salários, também teve que lidar com as consequências de deixar de pagar pensão alimentícia. Alguns deles, inclusive, chegaram a ser efetivamente presos.

É o caso de Romário. Atualmente exercendo mandato de senador da República, o ex-atacante de Vasco, Flamengo, Fluminense, Barcelona e da Seleção Brasileira foi detido em 2009 por conta de uma dívida que beirava R$ 90 mil, reivindicados pela ex-mulher Mônica Santoro, com quem teve Moniquinha e Romarinho.

Romário já havia enfrentado acusação semelhante de Santoro em 2004 e chegou a ter sua luxuosa cobertura na Barra da Tijuca, de 776 metros quadrados e avaliada em R$ 9 milhões, penhorada pela Justiça.

Quem também chegou a ir para a cadeia foi Edílson, popularmente chamado de "Capetinha" em seus tempos de jogador. Edílson foi preso em três oportunidades por falta de pagamento de pensão alimentícia à ex-mulher, a última em agosto de 2017, em Salvador (BA).

Edílson foi liberado após um acordo judicial entre ele e a ex-esposa.

Roberto Carlos, companheiro de Edílson na Seleção Brasileira, é outro craque que pisou na bola no quesito pensão. Em 2017, uma ação movida por Barbara Thurler por pouco não levou o ex-lateral à cadeia.

O jogador foi acusado de dever R$ 61 mil referentes à pensão de um de seus nove filhos e só escapou de ficar atrás das grades após quitar o valor.

Ídolo de uma das maiores torcidas do Brasil e badalado por sua raça e entrega em campo, Zé Elias, ficou 30 dias atrás das grades em 2011 por falta de pagamento da pensão dos filhos.

Na época, ele se comprometeu a pagar a dívida de R$ 1 milhão com a ex-mulher, Silvia Regina Corrêa de Castro, com quem teve dois filhos.

Atualmente, Zé Elias é comentarista esportivo de TV.

Caso Giba e a pensão para os filhos

Giba estava com pedido de prisão preventiva decretado pela Justiça desde o dia 9 de fevereiro, mas obteve uma liminar, que foi derrubada no último dia 28. Segundo declarações da ex-mulher do atleta, Cristina Pirv, ao G1, no entanto, vê-lo atrás das grades nunca foi sua intenção.

"Não queria ele preso. Quero que faça e cumpra os deveres de pai. Não cria, não ajuda e não deixa fazer. A Justiça foi feita, e isso é maravilhoso. O advogado pediu a prisão, e eles depositaram o valor integral no processo. Depois vai tudo para mim. Esse barulho que a gente fez na mídia ajudou na vitória. É a justiça sendo feita."

O ex-jogador usou suas redes sociais para se defender e alegou que o valor definido para a pensão dos filhos é bem superior aos rendimentos que recebe hoje, além de assegurar que "nunca deixou faltar nada" para eles.

"Patrick e Nicoll [meus filhos] podem comprovar que faço o possível e o impossível pela felicidade deles — única e exclusivamente deles. Haja vista a alegria de ambos quando estão comigo. É para eles, e somente para eles, que pago mensalmente a pensão", escreveu Giba.

Nos comentários do post publicado no Instagram, no entanto, recebeu severas críticas de seus seguidores.

NOTA OFICIAL: Sobre as recentes notícias envolvendo meu nome, tenho alguns esclarecimentos: - O mandado de prisão sequer chegou a ser expedido, tendo o Tribunal em poucas horas derrubado a decisão, em um reconhecimento inequívoco de que jamais houve qualquer razão para a prisão. - Pago de pensão , mensalmente, um valor mais do que justo e suficiente para que meus filhos, Nicoll e Patrick, tenham uma qualidade de vida acima da média. - Ofereci pagar, via bolsa de estudos, além do valor que pago, as mensalidades dos meus filhos em uma das melhores escolas de Curitiba, que fica inclusive perto da casa deles, mas esta proposta foi negada por ela. - A mãe dos meus filhos pede, em processo na justiça, um valor de pensão baseado em valores que eu não ganho mais há bastante tempo. Em nossa separação, deixei diversos imóveis para ela, no Brasil e na Romênia, além da guarda das crianças, e de ter que me desfazer de alguns bens meus para quitar dívidas deixadas por ela enquanto fomos casados. - No ano passado, mudei do Rio de Janeiro para Curitiba afim de ficar mais perto dos meus filhos e pedi a guarda compartilhada, e a justiça está prestes a conceder, com base em lei, sendo esta mais uma razão da minha ex-mulher insistir em valores absurdos. - Patrick e Nicoll podem comprovar que faço o possível e o impossível pela felicidade deles - única e exclusivamente deles. Haja vista a alegria de ambos quando estão comigo. É para eles, e somente para eles, que pago mensalmente a pensão. A minha parte como pai estou fazendo. Deito minha cabeça tranquilamente no travesseiro com a sensação de que nao deixo faltar nada aos meus filhos.

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A legislação sobre pensão alimentícia

Se há uma lei que no Brasil funciona sem o tradicional "jeitinho" é a que se refere à falta de pagamento de pensão alimentícia: rico, pobre, famoso ou anônimo aos olhos da Justiça são todos iguais.

No endereço eletrônico pensão alimenticia.org é possível entender exatamente quem tem direito e quem deve pagar pensão alimentícia no caso de um casal se separar/divorciar.

O importante é saber que a pensão alimentícia está estabelecida na Constituição Federal e no Código Civil, e consiste basicamente em um valor mensal que deve ser pago pelo pensioneiro (pai ou mãe) para manter os filhos e/ou o outro cônjuge com habitação, alimentação e demais elementos de primeira necessidade.

Os valores das pensões alimentícias são estabelecidos por um juiz e estudados caso a caso, mas nunca ultrapassando ou igualando o montante salarial do pensioneiro, pois este também precisa arcar com suas próprias despesas.