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28/02/2018 17:59 -03 | Atualizado 28/02/2018 18:00 -03

Raul Jungmann defende sanção moral para quem reclama da insegurança, mas financia o tráfico

Jungmann: "Acho que deveria caber uma sanção moral a quem  na luz do dia reclama da insegurança e à noite financia esse mesmo crime pelo uso de drogas."

Brazil Photo Press/CON via Getty Images
Ministro da Segurança, Raul Jungmann criticou a falta de capacidade da classe média de entender "os limites entre o que é lícito e é ilícito e passa a consumir as drogas".

"Acho que deveria caber uma sanção moral a quem na luz do dia com muita justiça reclama da insegurança e durante a noite financia esse mesmo crime pelo uso de drogas."

Foi um essa declaração que o ministro da Segurança, Raul Jungmann, reiterou nesta quarta-feira (28) a crítica à classe média que consome drogas.

Me perdoe, mas não acho que seja compatível os dois papéis serem vividos em termos morais.

Na terça-feira (27), ao tomar posse na pasta, Jungamnn afirmou que fica impressionado com esse comportamento e criticou a falta de capacidade de entender "os limites entre o que é lícito e é ilícito e passa a consumir as drogas".

Para o ministro, a política de drogas precisa ser revista. "A gente tem que levar em conta o que hoje se chama controle de danos", disse. Ele, no entanto, separou os que comentem crimes graves e os que precisam de recuperação.

"Tem que separar o traficante que tem controle de território, aquele que domina o tráfico, que mata, sequestra e tudo mais. Tem que fazer uma separação com o usuário de drogas que não tem nenhum antecedente, que não porta armas, que não anda em bando, que não cometeu violência e muitas vezes é dependente químico."

A prioridade do recém-criado ministério, segundo ele, é o combate ao crime organizado.

Intervenção

Jungmann também deixou claro que não há outra possibilidade de intervenção em estudo. Embora afirme que não quer tratar o Rio de Janeiro como um estado diferenciado, ele ressaltou que o governo estará mais presente na região.

Não vejo, em que pese situações graves, aflitivas em muitos outros estados, eu não vejo uma outra situação que demande outra intervenção.

Concurso

Em entrevista coletiva, ele afirmou ainda que a pasta abrirá concurso para aumentar o efeito das polícias.

"Sobre a necessidade e urgência de reforçar recursos humanos, especialmente na Polícia Federal e na Polícia Rodoviária Federal, estamos autorizados a fazer concursos, com 500 novos agentes para a Polícia Federal e 500 novos agentes na Polícia Rodoviária Federal", disse.

A contratação foi acertada com o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, nesta quarta-feira, mas ainda detalhes sobre os concursos.