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27/02/2018 15:44 -03 | Atualizado 27/02/2018 15:44 -03

Críticas do MEC impulsionam disciplinas sobre 'o golpe de 2016'

Pelo menos outras 4 universidades se inspiraram na UnB e vão oferecer disciplinas sobre o impeachment de Dilma Rousseff.

O impeachment de Dilma Rousseff é o principal ponto a ser abordado nos cursos sobre golpe político.
Ueslei Marcelino / Reuters
O impeachment de Dilma Rousseff é o principal ponto a ser abordado nos cursos sobre golpe político.

Pelo menos 4 universidades, a Federal da Bahia, a Federal do Amazonas, a Estadual da Paraíba e a de Campinas, se inspiraram na Universidade de Brasília (UnB) e vão ministrar uma disciplina sobre 'ogolpe de 2016'.

A decisão dessas instituições ganharam força após o ministro da Educação, Mendonça Filho, reagir a criação da disciplina"O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil" pela UnB.

No Facebook, o ministro, que é deputado licenciado do DEM e foi um atores políticos em favor do impeachment de Dilma Rousseff, disse lamentar que a UnB "faça uso do espaço público para promoção de militância político-partidária ao criar a disciplina 'O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil'".

Ao G1, o chefe do Departamento de Política da Unicamp, Wagner Romão, afirmou que o curso nasceu em solidariedade ao professor Luis Felipe Miguel, que ministrará a disciplina em Brasília.

Lá, o curso também abordará as políticas públicas do atual governo do presidente Michel Temer.

Na federal da Bahia, a disciplina, com o mesmo nome ofertado pela UnB, "Tópicos Especiais em História: O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil" será aberta inclusive a quem deseja fazer o curso como ouvinte.

A federal do Amazonas vai dividir a disciplina em 4 partes, deixando o golpe de 2016 para a última parte do curso. Serão abordadas a Era Vargas, golpes e contragolpes entre 1945 e 1964, o golpe civil-militar de 1964 e o de 2016.

A ementa do curso da UnB é dividida em 5 partes: Do golpe de 1964 à Nova República; O PT e o pacto lulista; Democratização e desdemocratização; Das "jornadas de junho" à destituição de Dilma, e O governo ilegítimo e a resistência. As aulas na capital federal começam na próxima segunda-feira (5).