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26/02/2018 13:02 -03 | Atualizado 27/02/2018 09:39 -03

Festival de Berlim 2018: Estes são os filmes brasileiros premiados no evento

Longas de ficção e documentários foram reconhecidos na 68º edição do prestigiado festival de cinema.

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Cena de 'Tinta Bruta', vencedor do Teddy de Melhor Ficção na Berlinare.

O troco do 7x1 que o Brasil sofreu da Alemanha na Copa de 2014 foi dado durante o 68º Festival Internacional de Berlim, realizado entre 15 e 25 de fevereiro. O Brasil saiu do festival alemão de cinema - uma das maiores vitrines do audiovisual no mundo - com sete prêmios.

Tinta Bruta, de Filipe Matzembacher e Marcio Reolon, levou o Teddy (prêmio destinado a produções com temática LGBT) de Melhor Longa de Ficção. A produção também recebeu o prêmio da Confederação Internacional de Cinema de Arte e Ensaio (CICAE) - honraria celebrada entre os exibidores europeus.

O filme narra a história de Pedro, um jovem homossexual que ganha dinheiro e explora a própria identidade por meio de performances em salas de bate-papo na internet.

Bixa Travesty, de Claudia Priscilla e Kiko Goifman e roteiro coescrito por Linn da Quebrada, levou o Teddy de Melhor Documentário. O filme apresenta a trajetória e desenvolvimento da carreira musical da artista de 27 anos, nascida na zona leste de São Paulo e que se declara "bixa travesti".

Produção grega e francesa, Obscuro Barroco ganhou o Prêmio Especial do Júri Teddy. O filme de Evangelia Kranioti aborda a cultura queer no Rio de Janeiro.

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Cena do documentário 'Obscuro Barroco', de Evangelia Kranioti.

O documentário Aeroporto Central, de Karim Aïnouz (o mesmo de Praia do Futuro), ganhou o Prêmio da Anistia Internacional na Berlinare. O filme investiga o dia a dia de refugiados da Síria, do Iraque e de outros países que vivem nas áreas desativadas do antigo aeroporto de Tempelhof, situado na capital alemã.

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Ovacionado na sessão de estreia, o documentário O Processo, de Maria Augusta Ramos, ficou em terceiro lugar no prêmio do público na categoria Documentário, da Panorama, mostra paralela do Festival de Berlim. O longa mostra os bastidores do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

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"Se as pessoas acham que eu fiz algo histórico, que eu ajudei a entender um momento da história brasileira, fico muito grata. Isso mostra que consegui mostrar para elas um bom retrato de um momento importante da história do Brasil", disse a diretora ao Uol.

A estreia do filme de Maria Augusta no Brasil deve ocorrer no festival de documentários É Tudo Verdade, que sera realizado em São Paulo entre os dias 12 e 22 e abril.

Las Herederas (as herdeiras), de Marcelo Martinesse, ganhou o Prêmio da Crítica da Berlinale, entregue pela Federação Internacional de Imprensa Cinematográfica (Fipresci). A produção é paraguaia, mas contou com aporte do Brasil na coprodução.

Drama sobre a homossexualidade na terceira idade, a produção acompanha a mudança de vida de Chela (Ana Brun) após a prisão de sua companheira de longa data, Chiquita (Margarita Irún), acusada de ter cometido uma fraude bancária.

Ainda não há previsão de estreia dos filmes citados em circuito nacional - exceto O Processo.

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