Da Amazônia à sua casa: Como é feito o refrigerante Guaraná Antarctica

Fruto do guaraná é cultivado e colhido de forma artesanal em uma cidade amazonense com menos de 60 mil habitantes.
Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, o Guaraná Antarctica passa por diversas etapas de produção.
Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, o Guaraná Antarctica passa por diversas etapas de produção.

O Guaraná Antarctica já faz parte da cultura brasileira. Produto original do Brasil, o refrigerante é um dos mais vendidos do Brasil e exportado para cerca de 50 países.

O curioso é que o refrigerante tem uma origem bem mais brasileira do que muitos imaginam. Sua matéria-prima, o fruto do guaraná, ainda é cultivado e colhido de forma artesanal por produtores locais de Maués, cidade amazonense que fica a 253 km da capital Manaus -- mais conhecida como a "terra do guaraná".

Com menos de 60 mil habitantes, a cidade exporta cerca de 300 toneladas do fruto todos os anos. Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, o Guaraná Antarctica passa por diversas etapas de produção e a principal delas começa com a plantação do guaraná. Veja abaixo como ela é feita:

O refrigerante Guaraná Antártica tem como sua matéria-prima o fruto do guaraná, originário da Amazônia.

Ainda hoje, ele é cultivado e colhido artesanalmente em Maués. São mais de 2 mil produtores locais.

A Ambev, dona da marca do refrigerante, doa as mudas aos produtores e cada planta demora, em média, de 3 a 5 anos para dar os primeiros frutos.

A colheita é feita apenas uma vez ao ano, entre outubro e fevereiro.

Por isso, ela é um momento muito esperado por toda a cidade. O cultivo do guaraná é uma das principais receitas -- só o município de Maués exporta cerca de 300 toneladas por ano.

O fruto precisa ser colhido manualmente e a colheita deve acontecer antes de o cacho do guaraná cair no chão.

A próxima etapa é a separação da semente, que é a bolinha preta do fruto, da casca (vermelha) e do arilo (parte branca). É preciso separar o grão manualmente.

Após a separação, é a hora da lavagem. Além da limpeza, o processo ajuda a separar os grãos dos restos da fruta.

Já lavadas, as sementes vão para a torrefação. Em um processo parecido com o do café, os grãos são torrados em um enorme forno a lenha.

Esta é uma etapa complicada. Os grãos precisam ser mexidos constantemente para não queimarem.

Na última etapa, os grãos torrados são ensacados.

As sacas podem ser armazenadas por até dois anos.

Ainda em Maués, o grão é moído e transformado em um extrato (muito potente). Ele é a base do refrigerante.

Após ser testado e aprovado, o xarope é misturado a outros ingredientes do refrigerante, como água gaseificada, açúcar, aromatizantes, corante caramelo, e principalmente, a reconhecida "fórmula secreta". Apenas dois funcionários de toda a companhia têm acesso à formula.

Maués é a maior produtora de guaraná do mundo. Os grãos cultivados na região amazônica não só vão para todo o Brasil, mas também são exportados para 49 países, como EUA, Suíça, Alemanha, Arábia Saudita e Japão.

*A jornalista viajou para Maués (AM) a convite do Guaraná Antarctica.

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