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24/01/2018 11:36 -02 | Atualizado 24/01/2018 11:36 -02

Da Amazônia à sua casa: Como é feito o refrigerante Guaraná Antarctica

Fruto do guaraná é cultivado e colhido de forma artesanal em uma cidade amazonense com menos de 60 mil habitantes.

Divulgação/Felipe Panfili
Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, o Guaraná Antarctica passa por diversas etapas de produção.

O Guaraná Antarctica já faz parte da cultura brasileira. Produto original do Brasil, o refrigerante é um dos mais vendidos do Brasil e exportado para cerca de 50 países.

O curioso é que o refrigerante tem uma origem bem mais brasileira do que muitos imaginam. Sua matéria-prima, o fruto do guaraná, ainda é cultivado e colhido de forma artesanal por produtores locais de Maués, cidade amazonense que fica a 253 km da capital Manaus -- mais conhecida como a "terra do guaraná".

Com menos de 60 mil habitantes, a cidade exporta cerca de 300 toneladas do fruto todos os anos. Antes de chegar às prateleiras dos supermercados, o Guaraná Antarctica passa por diversas etapas de produção e a principal delas começa com a plantação do guaraná. Veja abaixo como ela é feita:

O refrigerante Guaraná Antártica tem como sua matéria-prima o fruto do guaraná, originário da Amazônia.

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Ainda hoje, ele é cultivado e colhido artesanalmente em Maués. São mais de 2 mil produtores locais.

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A Ambev, dona da marca do refrigerante, doa as mudas aos produtores e cada planta demora, em média, de 3 a 5 anos para dar os primeiros frutos.

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A colheita é feita apenas uma vez ao ano, entre outubro e fevereiro.

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Por isso, ela é um momento muito esperado por toda a cidade. O cultivo do guaraná é uma das principais receitas -- só o município de Maués exporta cerca de 300 toneladas por ano.

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O fruto precisa ser colhido manualmente e a colheita deve acontecer antes de o cacho do guaraná cair no chão.

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A próxima etapa é a separação da semente, que é a bolinha preta do fruto, da casca (vermelha) e do arilo (parte branca). É preciso separar o grão manualmente.

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Após a separação, é a hora da lavagem. Além da limpeza, o processo ajuda a separar os grãos dos restos da fruta.

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Já lavadas, as sementes vão para a torrefação. Em um processo parecido com o do café, os grãos são torrados em um enorme forno a lenha.

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Esta é uma etapa complicada. Os grãos precisam ser mexidos constantemente para não queimarem.

Na última etapa, os grãos torrados são ensacados.

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As sacas podem ser armazenadas por até dois anos.

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Ainda em Maués, o grão é moído e transformado em um extrato (muito potente). Ele é a base do refrigerante.

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Após ser testado e aprovado, o xarope é misturado a outros ingredientes do refrigerante, como água gaseificada, açúcar, aromatizantes, corante caramelo, e principalmente, a reconhecida "fórmula secreta". Apenas dois funcionários de toda a companhia têm acesso à formula.

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Maués é a maior produtora de guaraná do mundo. Os grãos cultivados na região amazônica não só vão para todo o Brasil, mas também são exportados para 49 países, como EUA, Suíça, Alemanha, Arábia Saudita e Japão.

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*A jornalista viajou para Maués (AM) a convite do Guaraná Antarctica.

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