MULHERES
22/01/2018 13:19 -02 | Atualizado 22/01/2018 13:28 -02

19 imagens inspiradoras da luta contra o machismo na 'Marcha das Mulheres'

Pela segunda vez, mulheres do mundo todo foram para as ruas lutar por seus direitos e protestar contra Donald Trump.

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Mulher coloca o punho em riste durante Marcha das Mulheres em Washington, à frente do Lincoln Memorial.

21 de janeiro, um ano depois. Neste fim de semana, aconteceu nos Estados Unidos a segunda edição da Marcha das Mulheres. Sob o título de "Women's March Anniversary: Power to the Polls" (Aniversário da Marcha das Mulheres: Poder para as pesquisas, em tradução livre), o foco evento foi diferente. "A manifestação do ano passado foi sobre mulheres dando suporte umas às outras e percebendo que não estão sozinhas", disse ao The New York Times, Katherine Siemionko, fundadora da Women's March Alliance. "A mensagem deste ano é voltada para ação".

Com cartazes com frases como "Agarre eles pelas legislativas" e "Essa vagina vota", "Meu poder é o meu foto" as mulheres querem derrotar os republicanos nas eleições legislativas de 2018. A ideia também é fazer com que mais pessoas tenham o poder de voto. Nos Estados Unidos, diferente do Brasil, o voto não é obrigatório. Segundo a ONG Emily's List, que promove a participação das mulheres na política, desde a eleição presidencial de 2016, 25.000 mulheres procuraram seus escritórios com a intenção de disputar algum cargo.

Marcha das Mulheres contra Trump

Nesta mesma data, em 2017, milhares de mulheres tomaram as mesmas avenidas de Washington D.C que Donald Trump não conseguiu preencher no dia de sua posse como o 45º presidente dos Estados Unidos. Segundo os organizadores, à época, mais de três milhões de pessoas marcharam por todo o país para mostrar a insatisfação com a agenda ultraconservadora do novo presidente e como uma nasty woman (mulher desagradável, em tradução livre) realmente se parece.

O ano que passou não foi fácil para as mulheres norte-americanas. Trump, que professou aos quatro ventos "grab them by the Pussy" ("Agarre-as pela buceta") e foi alvo de denúncias de assédio durante as eleições, indicou apenas três mulheres para cargos oficiais e logo no terceiro dia de governo limitou auxílio financeiro a ONGs estrangeiras que realizam abortos. E 2018 não começa diferente: "Como vocês sabem, Roe versus Wade resultou em uma das legislações mais permissivas sobre aborto em qualquer lugar do mundo", disse o presidente em discurso na "March of Life", marcha de grupos antiaborto, nesta semana.

Ao mesmo tempo, 2017 trouxe a primeira marcha das mulheres contra Trump que contagiou o movimento feminista ao redor do mundo e o início do movimento #MeToo em Hollywood que, a partir da mobilização contra o produtor Harvey Weinstein gerou uma onda de denúncias de assédio sexual não só no mundo do entretenimento. Desde então, segundo a Vox, as organizadoras da marcha original adotaram uma abordagem ampla, produzindo eventos em parceria foco em justiça racial, deficiência e direitos LGBTQ.

Em outubro do ano passado, as organizadoras Tamika Mallory, Linda Sarsour, Carmen Perez e Bob Bland, juntamente com outros, planejaram uma convenção em Detroit, e que mais de 4.000 pessoas participaram de paineis sobre candidatura de mulheres a cargos políticos, enfrentamento do racismo e puderam ouvir mulheres como Tarana Burke, criadora do movimento #MeToo e a congressista Maxine Waters.

O artigo da Vox ainda destaca que, um ano depois, as vozes das manifestantes ganharam espaço - elas estão desde as unidades de registro de eleitores, em conversas sobre assédio sexual e em campanhas para mobilizar mulheres para cargos políticos. "E essas vozes, em conjunto, são uma força potente na política que é feita na era Trump", constata.

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Caitlyn MacGregor, com a hashtag "#metoo" escrita em seu rosto, usando um "pussyhat" cor de rosa, em Cambridge, Massachusetts, nos Estados Unidos.

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Uma mulher usa um "pussyhat" cor de rosae um bottom escrito "resista" durante Marcha das Mulheres em Cambridge, Massachusetts.

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Mulher marcha fantasiada com uma roupa que imita uma vagina na Marcha das Mulheres em Manhattan, Nova York.

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"Pare de proteger homens poderosos", diz cartaz na Marcha das Mulheres, em Washington.

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"Civilidade. Equidade e integridade", diz o cartaz das manifestantes que esperam a movimentação aumentar na Marcha das Mulhers, em Cambridge, Massachusetts.

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"Direitos das mulheres são direitos humanos", diz cartaz de manifestante em Berlin, na Alemanha.

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"O tempo acabou. Impeachment agora", diz cartaz de manifestante em Berlin, na Alemanha.

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Manifestantes caminham em direção ao Sam Boyd Stadium em 21 de janeiro de 201, em Las Vegas, Nevada.

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"O voto é o meu superpoder", diz cartaz de uma manifestante em Las Vegas, Nevada.

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Sofia Palomo, de 10 anos, segura um cartaz com a palavra "revolução" escrita durante Marcha das Mulheres no Centro de Convenções MANA Wynwood no domingo, 21 de janeiro de 2018, em Las Vegas.

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"Lute como uma garota", diz cartaz de manifestante durante a Marcha das Mulheres em Atenas, na Grécia.

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Manifestantes levam bandeiras e cartazes durante o aniversário da Marcha das Mulheres em Atenas, Grécia, em 21 de janeiro de 2018. As demandas das gregas são: igualdade de gênero e direitos humanos e protestos contra misoginia e populismo de extrema direita.

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"Não me toque", diz brinco de manifestante em Paris, na França. A manifestação aconteceu em frente à Torre Eiffel.

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Com venda nos olhos e mordaça na boca, mulheres fizeram um protesto silencioso na Polônia. Batizada de "Stolen Justice", a manifestação pretende expressar oposição à política de controle e ditadura em todo o mundo.

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"Quem domina o mundo?", pergunta que pertence a uma canção de Beyoncé, está escrita no cartaz de uma das manifestantes durante a Marcha das Mulheres em Londres, na Inglaterra. Centenas de pessoas se reuniram em frente a Downing Street em Londres para expressar sua frustração com o assédio sexual, a violência e a discriminação contra as mulheres.

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"Feminismo: minha segunda palavra favorita que começa com F", diz cartaz de manifestante em Nova York, nos Estados Unidos.

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Manifestantes participam da Marcha das Mulheres contra o presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump, em Chicago, Estados Unidos.

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Mulher segurando um cartaz dizendo "Ouça meu rugido"' durante a Marcha das Mulheres em Toronto, Canadá.

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Manifestante segura cartaz que mostra um útero mostrando o dedo do meio em frente ao Trump International Hotel and Tower durante a segunda Marcha das Mulheres em Manhattan, Nova York.