COMPORTAMENTO
09/01/2018 19:17 -02 | Atualizado 10/01/2018 23:50 -02

Slam Brasil: Estes 7 vídeos vão te apresentar a força da poesia falada

Originalmente criadas em Chicago, nos Estados Unidos, as batalhas de slam ganharam força no Brasil. Conheça alguns artistas.

Nascidas em Chicago, nos EUA, as batalhas de slam ganharam força no Brasil.
Divulgação/Slam Brasil
Nascidas em Chicago, nos EUA, as batalhas de slam ganharam força no Brasil.

A década é 1980 e o cenário é a cidade de Chicago, nos Estados Unidos, onde um grupo de pouco mais de dez artistas reunia-se em um bar de jazz. A Chicago Poetry Ensemble foi responsável por criar uma modalidade que mistura competição e batalha sem perder a intensidade e a sensibilidade da poesia. Nascia assim o slam.

Trinta anos mais tarde, em 2016, o Rio de Janeiro foi palco do primeiro campeonato de poesia falada internacional da América Latina, o Rio Poetry Slam. Naquele ano, a paulistana Mel Duarte venceu a competição que recebeu slammers de mais de 16 países. Desde então, a modalidade tem ganhado adeptos em todo o País.

Os slams são campeonatos de poesia falada em que predominam duas regras: as poesias precisam ser autorais e cada competidor tem até três minutos para apresentar o texto. Dito isso, fica a cargo da criatividade e sensibilidade de cada artista dar a voz a sua performance, com direito até a improvisações.

No País existem cerca de 80 iniciativas e São Paulo concentra a maior quantidade de Slams, como Zap! e o Slam da Guilhermina. Em dezembro de 2017, o Sesc Pinheiros, na capital, recebu a competição nacional Slam BR 2017.

A pernambucana Isabella Puente, de 24 anos, venceu a batalha concorrendo com poetas de diversos estados. Como prêmio, ela garantiu uma vaga para o campeonato mundial de poesia falada que acontecerá em Paris, na França, em maio de 2018.

Se a origem do slam remonta a contracultura americana, a versão brasileira ganha força e abre espaço para artistas periféricos, dividindo repertório e até o público com os saraus que ocorrem em favelas.

Trazido ao País pela atriz e MC Roberta Estrela D'alva, em 2008, hoje o slam contribui para a representatividade de minorias, como mulheres negras e jovens de periferia.

Temas como racismo, violência, guerra as drogas, religião, direitos da mulher e sexualidade são abordados nas poesias. E é por partir de vivências como essas que a autoralidade é tão importante.

A seguir, o HuffPost Brasil apresenta cinco vídeos dos finalistas da edição Slam BR 2017. Conheça os artistas:

Bell Puã, de Recife, foi a vencedora da competição.

Mariana Felix, slammer de São Paulo.

Cleyton Mendes, slammer de São Paulo.

Laura Conceição, slammer de Minas Gerais.

Kimani, slammer de São Paulo.

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