MULHERES
08/01/2018 16:15 -02 | Atualizado 08/01/2018 17:40 -02

Você não percebeu, mas 8 ativistas feministas passaram pelo tapete vermelho do Globo de Ouro 2018

Vestidas de preto, Tarana Burke, Rosa Clemente e Billie Jean King e outras acompanharam celebridades na premiação.

Tarana Burke, criadora do movimento Me Too foi convidada pela atriz Michelle Williams.
Mario Anzuoni / Reuters
Tarana Burke, criadora do movimento Me Too foi convidada pela atriz Michelle Williams.

Talvez você não tenha percebido, mas Amy Poehler, Emma Stone, Emma Watson, Laura Dern, Meryl Streep, Michelle Williams, Shailene Woodley e Susan Sarandon não só vestiram preto no red carpet da 75ª edição do Globo de Ouro, como entraram acompanhadas de ativistas, que trabalham para fazer um mundo melhor para as mulheres.

Entre elas, Ai-jen Poo, diretora da National Domestic Workers Alliance, que trabalha para garantir os direitos de domésticas nos Estados Unidos; Tarana Burke, feminista e ativista que iniciou o movimento #MeToo nas redes sociais e Rosa Clemente, jornalista, ativista e fundadora da Know Thy Self Productions, que promove a cultura negra e hip-hop.

Elas se vestiram de preto e fizeram da premiação deste domingo (7) além de um protesto, a primeira grande resposta pública do mundo do entretenimento após um exército de mulheres denunciar o produtor Harvey Weinstein -- um dos mais renomados de Hollywood -- por assédio sexual e o movimento #MeToo ganhar força nos Estados Unidos e no mundo. Saiba quem são essas mulheres:

Ai-jen Poo

Mario Anzuoni / Reuters

Meryl Streep dispensa apresentações. Definitivamente. Mas você precisa conhecer Ai-jen Poo. Ela é diretora da organização "National Domestic Workers Alliance", uma entidade que luta pelos direitos das domésticas nos Estados Unidos. Fundada em 2007, a NDWA, segundo seu site oficial, trabalha para conquistar o "respeito, reconhecimento e a inclusão em legislações trabalhistas" para as trabalhadoras domésticas nos Estados Unidos. Com mais de 60 outras organizações afiliadas, a ONG consegue alcançar mais de 20 mil trabalhadoras no país. "Da sala do casting até a cozinha, as mulheres merecem dignidade e segurança onde trabalham", declarou a ativista em comunicado.

Tarana Burke

Mario Anzuoni / Reuters

Ao lado de Michelle Williams no Globo de Ouro, Tarana Burke. Ela é feminista negra, ativista, diretora da ONG Girls for Gender Equity e fundadora do movimento #MeToo, que começou muito antes de Harvey Weinstein ser denunciado pelas atrizes de Hollywood. Ela criou o termo "Me Too", em 2006, no MySpace, com a ideia de promover o "empoderamento através da empatia" entre as mulheres negras que sofreram abuso sexual, especialmente em países mais pobres. Atualmente, o termo foi usado pela atriz Alissa Milano nas redes sociais para falar sobre os casos de assédio sexual denunciados em Hollywood -- e ganhou o mundo todo. Mas começou muito antes. Em entrevista ao The Washington Post, Burke que está trabalhando em um documentário, chamado "Me Too", que será lançado neste ano.

Monica A. Ramirez

AFP/Getty Images

Ao lado de Laura Dern, a ativista Monica A. Ramirez, co-fundadora da Alianza Nacional de Campesinas. De acordo com o site da revista Variety, a associação que Ramirez ajudou a fundar tem como foco erradicar a violência contra mulheres no campo, especialmente as trabalhadoras agrícolas. Junto com a organização, Ramírez trabalha para garantir os direitos destas mulheres perante a Lei norte-americana e empoderá-las em relação a seus direitos.

Rosa Clemente

Mario Anzuoni / Reuters

Ao lado de Susan Sarandon, Rosa Clemente. Clemente é uma ativista conhecida por seu trabalho a favor de múltiplas causas, como os direitos dos presos políticos nos Estados Unidos, democratização da mídia e conscientização a respeito do voto entre minorias.

Saru Jayaraman

VALERIE MACON via Getty Images

Ao lado de Amy Poehler, Saru Jayaraman. Ela é presidente do Restaurant Opportunities Centers United e diretora do Food Labor Research Center, centro de pesquisa acadêmica na Universidade da Califórnia. Saru co-fundou a ROC em Nova York após o 11 de setembro, juntamente com os trabalhadores deslocados do World Trade Center, que organizou aqueles que trabalham em restaurantes para ganhar campanhas de justiça no local de trabalho, realizar pesquisas e trabalhar em políticas, fazer parcerias com restaurantes responsáveis e lançar cooperativamente - restaurantes de propriedade.

Billie Jean King

VALERIE MACON via Getty Images

Ao lado de Emma Stone, ninguém menos do que a lenda do tênis Billie Jean King. Interpretada por Stone no filme A Guerra dos Sexos, lançado recentemente, que conta a história da icônica partida de tênis do "feminismo contra o machismo" nos anos 1970. Além de ativista, King é Fundadora da Women's Sports Foundation e milita até hoje contra o sexismo e por maior representação feminina no esporte.

Emma Watson e Marai Larasi

Mario Anzuoni / Reuters

Ao lado de Emma Watson, Marai Larasi. Ela é diretora-executiva da Imkaan, ONG que trabalha no combate à violência contra mulheres negras no Reino Unido. Ela já foi nomeada como uma das pessoas mais influentes do mundo. Além de ser diretor executivo da Imkaan, ela também é a co-presidente da "End Violence Against Women Coalition", a maior coalizão de organizações que trabalham em todo o mundo para erradicar a violência contra mulheres e meninas. Por causa de seu bom trabalho, ela foi nomeada como membro do Império Britânico (MBE).

Shailene Woodley e Calina Lawrence

Mario Anzuoni / Reuters

Ao lado de Shailene Woodley, Calina Lawrence. Ela nasceu e cresceu em um dos centros de cultura indígena dos Estados Unidos, na região noroeste de Washington. É cantora e foi justamente a música que a levou ao ativismo. Ela é membro da tribo Suquamish e defensora dos Direitos dos Tratados Nativos, o movimento "Mni Wiconi" (Water is Life) liderado pela tribo Standing Rock Sioux e o movimento #NoLNG253 liderado pelo Puyallup Tribe.

Não se espera que seja o único movimento este ano em Hollywood contra o machismo.

Próximos capítulos estão por vir.

(Este ano, nos tornamos história)

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