ENTRETENIMENTO
04/01/2018 12:45 -02 | Atualizado 08/01/2018 11:35 -02

'Viva - A Vida É uma Festa': 7 razões para amar (e não perder) a nova animação da Disney-Pixar

Filme do diretor de ‘Toy Story 3’ é uma ‘carta de amor ao México’ e sua cultura.

Divulgação/Disney/Pixar
Os adoráveis Héctor (à esq.) e Miguel (Anthony Gonzalez) protagonizam 'Viva'.

Com certeza uma das estreias mais aguardadas deste ano, Viva - A Vida É uma Festa (Coco, 2017) chega aos cinemas nesta semana, concretizando a promessa feita pouco mais de um ano atrás pela Disney–Pixar: o primeiro longa-metragem da icônica parceria com elenco todo latino.

Ambientado no vilarejo mexicano de Santa Cecilia, Viva acompanha a jornada de Miguel Rivera (Anthony Gonzalez, na dublagem original), um menino de 12 anos que quer se tornar músico. No entanto, ele é contundentemente proibido pela família, cuja tradição é fabricar sapatos.

Miguel adora o cantor e ator Ernesto de la Cruz (Benjamin Bratt) e desconfia que ele seja seu trisavô, um músico que abandonou a família para ser famoso. A saída de Ernesto da família frustra Mamá Imelda (Alanna Ubach) de tal maneira que a música é banida da vida dos Rivera gerações adiante.

No feriado do Día de los Muertos, o menino se transporta acidentalmente para o mundo dos mortos e, acompanhado do cão Dante, um linguarudo pelado mexicano, e do adorável trapaceiro Héctor (Gael García Bernal), parte em busca de Ernesto, a fim de conseguir a benção do trisavô para voltar ao mundo dos vivos. Esta é a única maneira de Miguel conseguir retornar, já que a benção precisa vir de alguém da família e Imelda se recusa a abençoá-lo sem que ele desista da música.

O mundo dos mortos é incrível: repleto de luzes, cores e alegria, os esqueletos que o habitam têm o Dia dos Mortos como a oportunidade anual de se reconectar com a família e os amigos em vida.

Repleto de ternura, Viva é um lindo espetáculo visual que aqui e ali faz piadas macabras. Forte candidato ao Oscar de Melhor Animação (as indicações serão anunciadas em 23 de janeiro), já foi indicado ao Globo de Ouro e ao Annie, o "Oscar da animação", na mesma categoria; também venceu os prêmios de melhor animação da organização National Board of Review e da Associação de Críticos de Nova York.

O HuffPost já assistiu à obra e vai te dizer por que ela é amável, imperdível e emocionante. Dica: não leve lencinhos para a sessão — vá com um balde, porque você provavelmente vai chorar bastante.

1. Disney e Pixar dão passo pró-diversidade

Divulgação/Disney/Pixar
Miguel e Ernesto de la Cruz (ao centro) no mundo dos mortos.

Após mais de 20 anos de parceria e 18 longa-metragens lançados nos cinemas, a Disney e a Pixar — distribuidora e produtora, respectivamente — fizeram de Viva um divisor de águas em seu trabalho. Este é o primeiro filme de ambas no qual o elenco e o contexto cultural da história são todinhos latinos.

A equipe fez uma profunda pesquisa a respeito do México e do Dia dos Mortos. Atrás das câmeras eles tinham um descendente de mexicanos: Adrian Molina, que além de ser co-diretor, é roteirista.

"Nós não quisemos fazer uma sobreposição cultural", disse Molina em entrevista ao Washington Post. "Decidimos bem quando o filme foi aprovado — talvez até antes — que nós queríamos fazer a pesquisa cedo."

Bernal disse ao jornal que a equipe teve o cuidado de retratar o quão "heterogêneo" e "generoso" é o feriado.

"[Os diretores] não quiseram impor que 'isso' é o Dia dos Mortos. Eles fizeram o que um mexicano faria: trouxeram [tradições] de Oaxaca, Guerrero, Cidade do México e diferentes lugares."

Em 2016, o diretor Lee Unkrich afirmou que o filme é "uma carta de amor" ao país. Era dezembro daquele ano e Donald Trump, que até hoje não esconde sua vontade de erguer um muro entre o México e os Estados Unidos, havia sido eleito presidente.

"A melhor forma de unir as pessoas e fazer com que elas tenham empatia umas pelas outras é por meio de histórias", contou. "Se nós podemos contar uma boa história com personagens com os quais as pessoas se importem, eu gostaria de pensar que o preconceito cai, e o público pode ter uma experiência com o enredo e os personagens pelos seres humanos que eles são."

Viva transborda de cultura mexicana: além das lindas caveiras do Dia dos Mortos, há mariachis — para o desespero da família de Miguel —, pratos culinários e a valorização da língua espanhola como representante daquela cultura: a avó de Miguel, por exemplo, é chamada de "Abuelita".

2. Novos personagens inesquecíveis

Divulgação/Disney/Pixar
O protagonista e sua família morta: fantasmas do passado e esqueletos no armário em 'Viva' propõem reflexões.

O protagonista e sua família morta: fantasmas do passado e esqueletos no armário em 'Viva' propõem reflexões

Miguel, Héctor e Dante atualizam o conceito de #squadgoals em Viva. Os Rivera mortos trazem a enérgica Imelda e os gêmeos Felipe e Oscar (ambos com voz de Herbert Sigüenza), tios de Miguel. O núcleo dos Rivera vivos, por sua vez, trazem a também enérgica Abuelita Elena. O traço comum da família com certeza é o carisma.

3. Dante, o mais novo (e adorável) mascote da Pixar

Divulgação/Disney/Pixar

Prepare-se para se apaixonar por este vira-lata, o fiel escudeiro de Miguel.

Se você ainda não viu o filme, mas quer conhecer o quadrúpede, veja o curta-metragem abaixo:

4. Seus olhos vão brilhar com tanta beleza

Divulgação/Disney/Pixar

No exuberante mundo dos mortos, a cor predominante é roxo, e no dos vivos, o laranja. Em ambos há elementos das duas cores

Uau.

5. O diretor é Lee Unkrich

Samuel de Roman via Getty Images

Guarde este nome, pois o dono dele é o cara que tem feito você chorar desde a infância — mas por bons motivos, não se preocupe.

Unkrich é o diretor de Viva e também de Toy Story 3 (2010), que fez você derramar lágrimas no cinema com vinte e poucos anos, e também é co-diretor de Procurando Nemo (2003), Monstros S.A. (2001) e Toy Story 2 (1999).

Nós crescemos vendo e adorando os filmes dirigidos por Unkrich, então por que não reencontrá-lo novamente agora? <3

6. Frida Kahlo faz uma participação

Divulgação/Disney/Pixar

Natalia Cordova-Buckley (Agentes da S.H.I.E.L.D.) dá voz à personagem da pintora.

7. Você vai se emocionar — e pensar também

Divulgação/Disney/Pixar

Não diferente de outros filmes Disney–Pixar, Viva traz temas que contemplam tanto as crianças quanto os adultos — e neste caso alguns são memória, tradições familiares e adeus.

Remember Me, composta pelo casal Kristen Anderson-Lopez & Robert Lopez — vencedores do Oscar por Let It Go, de Frozen: Uma Aventura Congelante (2013) —, reflete essas questões e com certeza vai fazer você chorar. A música é cantada ao longo de filme em diferentes versões e abaixo está uma delas.

Viva: A Vida É uma Festa estreia nesta quinta-feira (4). Tem 109 minutos de duração, classificação indicativa livre e distribuição da Disney.

Veja o trailer abaixo:

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