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02/01/2018 11:57 -02 | Atualizado 31/01/2019 10:56 -02

As imagens deslumbrantes da primeira e mais brilhante Superlua de 2018

O brilho da primeira Superlua de 2018 só será superado no ano de 2027

KONTROLAB via Getty Images
A Superlua vista de Corigliano Caclabro, na Calábria, na Itália.

2018 chegou e, com ele, uma Superlua que iluminou o céu do Brasil e do mundo. Mas não foi qualquer Superlua. Neste 1º de janeiro, o fenômeno -- que ocorre quando a Lua está cheia e, ao mesmo tempo, em seu perigeu, ou seja, quando atinge a maior proximidade da terra -- foi considerada a mais brilhante desde 2000, segundo astrônomos.

Para a pesquisadora Josina Nascimento, da Coordenação de Astronomia e Astrofísica do Observatório Nacional, em entrevista ao Estadão, o brilho da primeira Superlua de 2018 só será superado no ano de 2027. "A primeira foi a que ocorreu em 14 de novembro de 2016. A próxima com aproximação semelhante será somente em 24 de dezembro de 2026".

No primeiro dia de 2018, a Lua atingiu seu perigeu às 19h56, ficando a 356,5 mil quilômetros da superfície do planeta. Ela ficou cerca de 100 quilômetros mais próxima que a Superlua de dezembro, pouco antes da meia-noite de 4 de dezembro, quando o satélite chegou a aproximadamente 357 mil quilômetros da Terra.

"Superlua não é um termo científico, mas é eficaz para descrever o fenômeno, que diz respeito tanto à Lua cheia quanto à nova", diz o astrofísico italiano Gianluca Masi à agência Ansa.

Se 2017 foi escasso em termos de Superluas, 2018 chegou a todo vapor. Além da Superlua do dia 1º de janeiro, haverá um outro fenômeno no dia 31. Esta última ainda terá um acréscimo: um eclipse lunar total, mas que só será visível na Austrália.

Veja as imagens da Superlua no Brasil e no mundo:

O que acontece o fenômeno?

Como nas outras luas cheias, o satélite da Terra parece maior e mais brilhante quando aparece no horizonte. A diferença é que desta vez ela vai aparecer 14% maior e 30% mais luminosa.

Isso acontece porque a órbita da lua não é um círculo perfeito, então em alguns pontos de sua órbita ela parece estar mais próxima do planeta Terra. "Quando a lua está em seu ponto mais distante isso é conhecido como apogeu e quando está mais perto é chamado de perigeu", explica o cientista da Nasa Noah Petro.

No perigeu, a lua está cerca de 48 mil quilômetros mais perto da Terra do que no apogeu. Essa proximidade faz com que a lua pareça 14% maior e 30% mais brilhante do que uma lua cheia do apogeu. Por isso, a lua cheia do perigeu ficou conhecida como superlua.

Para atingir esse ápice de tamanho, a lua precisa passar por dois fenômenos distintos ao mesmo tempo e precisa estar na fase cheia. Para isso, é preciso que a Lua esteja posicionada do lado oposto da Terra com relação ao Sol. Assim, vista do nosso planeta, ela fica completamente iluminada.

Em segundo lugar, o satélite precisa estar mais próximo da Terra que o normal. Isso só acontece porque a órbita da lua é elíptica. Ou seja, o caminho que ela faz ao redor da Terra não é um círculo perfeito. Por isso, a distância do satélite em relação à Terra varia bastante. O momento em que a lua passa mais longe do planeta é chamado de apogeu. Já a posição quando ela se encontra mais próxima é chamada de perigeu.

Qual a distância entre a Terra e a lua hoje?



A distância média normal entre nosso planeta e o satélite é de 384 mil km. Na última superlua, em 16 de outubro deste ano, a separação chegou a 357,8 mil km e, na próxima segunda-feira, estará em 356,5 mil km.