COMPORTAMENTO
24/12/2017 14:53 -02 | Atualizado 24/12/2017 15:04 -02

Tatá Werneck: 'Não vou ser menos contestadora, menos independente, menos forte porque os homens não aguentam'

Em entrevista à Folha de S. Paulo, atriz diz que não se preocupa com homens que se assustam com sua postura mais determinada.

Tatá afirma que sua postura mais determinada assusta os homens, mas ela está "cagando para eles".
Divulgação/Lady Night
Tatá afirma que sua postura mais determinada assusta os homens, mas ela está "cagando para eles".

Tatá Werneck não tem do que reclamar de 2017. A comediante, que passou a ser atriz nas novelas da TV Globo nos últimos anos, se mostrou ser também uma ótima apresentadora, no comando de seu próprio programa Lady Night, lançado neste ano no canal pago Multishow.

Em entrevista à coluna da Mônica Bergamo, no site do jornal Folha de S. Paulo, Tatá afirma que sua postura mais determinada assusta os homens, mas ela está "cagando para eles".

"Não vou ser menos contestadora, menos independente, menos forte porque os homens não aguentam. Preciso de um homem mais forte ainda", disse à coluna. "Eles têm medo de uma mulher que ganha mais, que não é carente. Eu não sei qual é o medo dos homens. Não estou preocupada com eles. De verdade! E nem brigando", conta Tatá, acrescentando elogios ao namorado Rafael Vitti, que é 12 anos mais novo que ela. "Aí, chega um cara de 22 anos sem medo de nada."

Mas não foi sempre assim. A comediante, que viverá a personagem Lucrécia na próxima novela Deus Salve o Rei, conta que no início da carreira, quando trabalhava no canal MTV, teve quase se anular como mulher para ser respeitada como integrante nos campeonatos de improviso e apresentações no estilo stand up comedy.

"Era a única mulher no meio de um bando de homem. No começo queriam me dar uma sainha, blusinha e eu colocava uma calça e camisa larga e dizia: 'Vocês vão me respeitar como mais uma integrante do grupo'", afirma.

Ela lembra que, quando começou a adotar uma postura mais feminina, foi motivo de brincadeiras entre os comediantes. "Parecia que eu tava traindo o movimento da comédia. Mas eu também posso querer me arrumar", disse à coluna.

Hoje vejo que poderia estar de sainha, de blusinha, de biquíni, como eu quisesse e isso não ia desmerecer meu trabalho no meio daqueles caras. Mas era a maneira que eu tinha de dizer: 'Galera, olha aqui para o meu trabalho'.

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