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28/08/2017 17:56 -03 | Atualizado 28/08/2017 17:57 -03

Após 13 anos, Brasil retira tropas do Haiti apesar de crescimento da violência

O prazo final para a retirada da Minustah era de 15 de outubro de 2017.

Brazilian U.N. peacekeeping soldiers salute as they prepare to embark for Haiti at Viracopos International Airport in Campinas, Brazil June 1, 2017. REUTERS/Paulo Whitaker
Paulo Whitaker / Reuters
Brazilian U.N. peacekeeping soldiers salute as they prepare to embark for Haiti at Viracopos International Airport in Campinas, Brazil June 1, 2017. REUTERS/Paulo Whitaker

A partir desta sexta-feira (1), o Brasil encerrará sua missão de paz das Nações Unidas para a Estabilização do Haiti (Minustah) e irá interromper todas as atividades militares no país.

O prazo final para a retirada da Minustah era de 15 de outubro de 2017, quando se encerrará um período de 13 anos e meio da missão da ONU no país. Na próxima quinta-feira (31), uma cerimônia na capital do Haiti colocará fim à missão chefiada pelos brasileiros.

Em junho deste ano, a Força Aérea Brasileira (FAB) enviou o último contingente de soldados para a missão. A tropa era composta por 970 militares. A força de paz foi criada em 30 de abril de 2004 e tinha como objetivo restaurar a ordem após a deposição do presidente Jean-Bertrand Aristide. O mandato da missão foi prorrogado em outubro de 2010, ano do terremoto que devastou boa parte do país e deixou entre 100 mil e 300 mil mortos.

Nos primeiros anos, a Minustah desmantelou milícias que ameaçavam a estabilidade política do país e controlavam pequenas partes do território. O comando militar da Minustah foi exercido sobretudo por brasileiros, como o general Ajax Porto Pinheiro, que lidera a missão desde 2015. Até aqui, mais de 35 mil militares do Brasil já passaram pela força de paz.

Com o fim iminente da missão de estabilização da ONU, os haitianos reassumiram o controle da segurança pública em meio ao aumento da violência e da miséria persistente no país. Entretanto, segundo o ministro da Defesa, Raul Jungmann, a próxima missão de paz do Brasil deve ser na África, possivelmente na República Centro-Africana.

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