COMPORTAMENTO
02/06/2016 16:30 -03 | Atualizado 02/06/2016 16:30 -03

#PorTodasElas: 21 fotos incríveis das mulheres dizendo NÃO ao machismo e SIM à liberdade

“Pula, sai do chão, pro machismo eu digo NÃO!”, “Feminismo é revolução”, "Machistas, golpistas, não passarão”, “O corpo é da mulher e ela dá para quem quiser”. Estes foram os gritos de inúmeras vozes na noite desta quarta-feira (1) em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Natal (RN) e em tantos outros estados do País. Milhares de mulheres foram às ruas lutar contra a cultura do estupro e a favor de seus direitos.

O protesto foi articulado após uma menina de 16 anos ser estuprada coletivamente no Rio de Janeiro na última semana. O crime, e a forma como foi divulgado pelos próprios estupradores gerou revolta e mais de 800 denúncias chegaram de imediato ao Ministério Público do Rio. A investigação ainda está em curso e três suspeitos do crime já foram presos.

Assim como no ano passado, na movimentação que ficou popularmente conhecida como 'primavera feminista' e lutou contra a PL do Aborto, nesta quarta (1) as mulheres se uniram e gritaram ferozmente contra todo o tipo de manifestação machista e opressora que se manifesta em sociedade -- e que se reflete nas ruas, em casa, no trabalho, nas relações pessoais, etc.

Nenhuma mulher merece ser estuprada

Mulheres são violentadas a cada onze minutos no Brasil. Esta foi a conclusão do Fórum Brasileiro de Segurança Pública divulgado em 2015. E não esqueçamos que até o ano de 2009, o estupro era considerado crime contra a honra. E ainda hoje o estupro é um dos crimes menos notificados do Brasil.

Cerca de 50 mil casos de estupro são registrados anualmente no Brasil e estima-se que isso representa apenas 10% da quantidade dos casos. A pessoa que é violentada, a maioria das vezes, deixa de denunciar com medo de retaliações, com vergonha de se expor, e até mesmo com receio de serem culpadas ou tachadas pela violência sofrida.

Não silencie. Denuncie.

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