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08/04/2016 20:09 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Você NUNCA vai adivinhar do que são feitas essas esculturas

As curvas guiam os olhos pelos caminhos sinuosos. As ondulações quase alienígenas parecem um organismo do fundo do mar ou as areias de um deserto de um planeta distante, perturbadas pelo vento.

A verdade é mais mundana e assombrosa: essas esculturas hipnotizantes são feitas de papel. O artista é o italiano Daniele Papuli.

Papuli faz esculturas de papel desde 1995, mas ele disse ao The Huffington Post que vem tentando obter o mesmo efeito com materiais mais clássicos há algum tempo. “Tentei vários materiais diferentes, como pedra, madeira, gesso, seguindo uma rota inconsciente, uma passagem contínua da gravidade para a leveza da forma, da solidez da matéria à sua ductilidade”, diz o artista. “Os volumes foram ficando cada vez mais finos [...]finalmente cheguei ao papel.”

A escultura tradicional envolve retirar material para revelar uma obra de arte em um pedaço de pedra ou de argila. Mas, com o papel, Papuli transforma o bidimensional em tridimensional. “Decidi ‘construir’ uma forma escolhendo a folha de papel como unidade de medição”, disse ele ao The Huffington Post.

“Sou fascinado por texturas leves e grossas, pelas potencialidades estruturais das superfícies, por essa matéria – viva, vibrante, mutante. Uma matéria caracterizada por um prazer físico e tátil aparentemente escondido em sua forma mais comum, plana e bidimensional.”

Cortando, arranjando e criando padrões com o papel, ele transformou as páginas planas e modestas em paisagens irreconhecíveis e cascatas cheias de texturas.

A inspiração por trás das instalações de Papuli, por mais etéreas que pareçam, vêm de casa. “Sou do sul da Itália, da pequena região da Puglia, onde as cores, luzes, cenários, ventos e emoções são muito fortes.

Tudo isso está enraizado em mim”, disse ele. Papuli disse ao HuffPost que a luz saturada do sol e as paisagens vívidas de sua casa são seu combustível artístico.

Papuli diz que o papel é um meio sem limites. “Dependendo da maneira que ele é tocado, cortado, o papel me oferece infinitas sugestões sensoriais, visuais e táteis”, disse ele. Olhando suas instalações, é difícil discordar.

Veja o trabalho de Papuli abaixo, ou no site do artista.

  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI
  • DANIELE PAPULI

Este artigo foi originalmente publicado pelo HuffPost US e traduzido do inglês.

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