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08/04/2016 12:24 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

Petista ataca Cunha: ‘Para os inimigos, prazos curtos. Para os amigos, prazos eternos"

Montagem/Agência Brasil

Diante o processo acelerado da Câmara dos Deputados para concluir o impeachment da presidente Dilma Rousseff, o ex-líder do PT, deputado Henrique Fontana (RS) partiu para cima do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

A irritação de Fontana é a estratégia de Cunha de protelar a indicação de nomes para a comissão que analisará o impeachment do vice-presidenteMichel Temer.

“Para os meus inimigos, horas, mesmo que para apresentar uma defesa sem provas. Para os meus amigos, entre eles, Temer, prazo eterno, postergar infinito na instalação dessa comissão.”

O temor do petista é a possibilidade Cunha assumir o comando do País.

"Se ele fosse vitorioso no impeachment, ele seria o novo presidente da República, no dia em que Michel Temer viajasse para uma missão internacional. Vocês acham que isso seria bom para a corrupção? Vamos tirar uma presidente honesta, que não cometeu crime, para colocar uma das pessoas mais desonestas da história do Brasil na Presidência da República.”

Ex-líder do DEM, o deputado Mendonça Filho (PE) rebateu as criticas a comissão que analisará o impeachment de Temer. Segundo ele, o processo é jurídico e político. “Não tem a menor disposição dentro da bancada de indicar nomes e não vamos indicar”, pontuou.

Lula ministro

Fontana também questionou a decisão do procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, de pedir a anulação da nomeação de Lula para a Casa Civil.

“Confio que o Supremo reafirmará a nomeação. Isso não significa fugir da Justiça. Neste momento, o ex-presidente Lula não responde a um único processo no País. Fugir da Justiça é fazer o que fez o PSDB quando mandou o senador Eduardo Azeredo renunciar do mandato para não deixar o mensalão tucano ser julgado pelo Supremo. Devemos confiar no Supremo.”

Quanto a delação do ex-presidente da Andrade Gutierrez Otávio Marques de Azevedo, o petista reclamou da interpretação que tem sido feito sobre a ilegalidade dos recursos.

“Como alguém vai acreditar que uma mesma empreiteira, a Andrade Gutierrez, doou para Aécio e Dilma saíram de cofres diferentes. Só alguém muito ingênuo vai acreditar que a Andrade Gutierrez tinha duas contabilidades, uma no mundo do crime, da propina, e uma outra contabilidade, honesta."

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