ENTRETENIMENTO
05/04/2016 08:32 -03 | Atualizado 26/01/2017 22:52 -02

8 lições que aprendemos com as tretas do Big Brother Brasil 16

O BBB 16chega ao fim nesta terça-feira (5). Cacau e Munik são as finalistas e disputam no voto do público o prêmio de 1,5 milhão de reais.

Nos últimos três meses, o reality show mais longevo e comentado do país criou, como de costume, uma porção de novas celebridades que protagonizaram episódios polêmicos dentro na casa.

Racismo, assédio e agressão a animais foram algumas das questões sérias que movimentaram debates acalorados nas redes sociais. A partir dessas polêmicas, listamos a seguir oito lições que o programa nos ensinou.

1. A melhor arma contra o racismo é a ação

A primeira lição veio logo na estreia do programa, quando o participante Ronan reparou em um boneco-esponja negro e de black power disposto na pia da cozinha e não deixou barato. “Por que tem que ser um negro? Isso aqui não vai ser usado para lavar nada”, falou antes de transformar o objeto considerado racista em enfeite de mesa.

2. O racismo faz parte da cultura brasileira

Infelizmente, as práticas racistas no país são de longa data e, por isso, fixadas em nosso convívio em sociedade. Isso significa que até quem é contra a discriminação racial pode acabar reproduzindo ideias, expressões e ações claramente racistas. Foi exatamente o que ocorreu com a finalista Munik, que em uma conversa com outros participantes ligou o termo “nega” a trabalho doméstico.

3. Não é não

O mesmo Ronan que foi aplaudido por não admitir o uso de um boneco que reproduz estereótipos racistas foi também o protagonista de uma situação polêmica na reta final do programa. Amigo de Munik desde o início da atração, o participante insistiu por diversas vezes em um contato mais íntimo com a goiana, mesmo recebendo negativas como resposta. Obviamente, a internet reagiu com reprovação ao assédio do participante.

4. A vida real é mais forte que um reality show

Há quem acredite que a interação entre os participantes seja roteirizada e que a edição do programa crie personagens – favorecendo uns em detrimento de outros. Polêmicas à parte, a questão é que vira e mexe a vida real fora da casa ultrapassa a barreira do isolamento. Essa foi a lição que aprendemos quando Ronan e Ana Paula criticaram abertamente o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), corresponsável pelo episódio que ficou conhecido como Batalha do Centro Cívico, que deixou mais de 200 profissionais da educação feridos.

5. Ninguém é 100% vilão ou 100% bandido

Olha ela! Ana Paula foi a participante que marcou está edição do Big Brother Brasil, para o bem e para o mal. Autodenominada "vilã carismática", a jornalista infernizou a vida da maioria dos participantes do programa mas, com seu jeito autêntico e sem papas na língua, caiu nas graças do público. Foi desclassificada depois de agredir o participante Renan e não teve tempo nem de arrumar as malas. Saiu praticamente imaculada da casa, gerando comoção na internet. A verdadeira vencedora do BBB 16 nos ensina que o ser humano é complexo e, por isso, fascinante.

6. Precisamos falar sobre as novinhas, 'Anitas' e 'Lolitas'

Umas das polêmicas mal-esclarecidas desta edição do BBB diz respeito ao participante Laércio, de 53 anos. O curitibano foi chamado de pedófilo por Ana Paula. Fora da casa, diversas páginas do Facebook reuniram "provas" que corroborariam a séria acusação, incluindo imagens compartilhadas de adolescentes seminuas. "Só aparecem novinhas mesmo, tipo 17, 18, 20 anos", disse dentro da casa. Discutir quem são essas novinhas é uma questão urgente.

7. Nosso passado pode nos condenar

A participante Adélia causou enorme burburinho nas redes sociais ao revelar a Matheus e Cacau que, quando criança, maltratava cachorros. Todos caíram na risada. Brincadeira inconsequente de criança? Ninguém quis saber dessa justificativa. "Adélia confessando a maldade que fez com o cachorro e o casalzinho Dove dando altas gargalhadas, como se fosse uma história de dormir", foi uma das inúmeras críticas dirigidas ao trio depois da revelação da participante.

8. Autoconhecimento é o melhor arma contra críticas destrutivas

Fora da casa, a participante Adélia foi novamente alvo da internet. As expressões da advogada no ensaio sensual para o site Ego renderam uma porção de memes e piadas que, no entanto, não a abalaram. "Sou advogada, não sou modelo como Renan. Fiz o melhor que pude e acho que mandei bem por não ter experiência nisso", afirmou ao site Ego. A lição de autoconhecimento ficaria completa com outra declaração: "Para uma mulher de 36 anos, estou bem pra caramba. Me sinto bem, sou feliz e fico satisfeita ao me olhar no espelho."

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